terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O Fim De Um Ciclo



NA AURORA DE UM NOVO TEMPO






Um ano acaba. Outro começa. Sempre foi assim. Sempre será assim, ainda que num futuro próximo nos venhamos a deparar com mudanças substanciais, tanto na estrutura do Planeta, como na organização social da vida humana. Aliás, não será mais do que tempo de mudar colectivamente uma estrutura social assente na base de uma profunda desigualdade? Não será mais do que tempo de pensarmos a organização social de forma a que cada um de nós possa realmente desenvolver os dons com que a natureza nos dotou, não só em benefício próprio ou dos que sabem mover os cordelinhos, mas de todos colectivamente? O que fica desde já em aberto é a possibilidade de, ao nascer, cada ser humano ter a possibilidade de encontrar a organização adequada à descoberta e aplicação dos seus sonhos e potencialidades.

Velhas profecias, que andavam de boca em boca, diziam: «a dois mil chegarás, de dois mil não passarás», lembram-se? Entretanto, caminhamos já há doze anos parda lá do ano dois mil. E como parece gostarmos muito da incerteza e da aflição, estamos agora à porta de uma outra data limite, assinalada no famoso calendário Maia, que aliás não diz em parte nenhuma que se trata do fim do tempo, mas do fim de um tempo, simplesmente. Do fim de um ciclo. Os ciclos dos calendários que temos sobre as nossas secretárias só nos dão a perspectiva de um ano e mais dois meses de cada vez… A nossa perspectiva foi sempre muito reduzida, não acham?

Os Maias tiveram a grandeza de fazer o calendário de um ciclo de tempo. Será que os nossos astrónomos inventaram algo de semelhante em relação ao tempo que temos à nossa frente? Não me consta. Será porque estão à espera do fim dos tempos ou porque não têm o nível de conhecimento astronómico que tinham os maias? Ou, simplesmente, porque não tem parecido útil fazer um calendário dos milénios futuros…




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VIVER ESPLENDOROSAMENTE NO AGORA


Que a vida é incerta, todos nós o sabemos. Podemos estar mortos amanhã? Sim, pode acontecer, por qualquer imponderável cósmico ou, simplesmente, em consequência de uma doença súbita ou de um inesperado acidente na estrada. Ou o que cada um quiser imaginar.

Porque a Vida é incerta, porque nada nos garante que chegaremos a amanhã, e para lá de todos os problemas que temos de enfrentar, a maior parte de nós continua apaixonado pela Vida, é por isso que trago aqui a recomendação de muitos dos sages de diversas religiões: «Não adiem nada! Vivam esplendorosamente no Agora!» É que só existe o Agora. Neste momento Você É. Sinta-se. Sinta o momento. O que vai acontecer amanhã? Nenhum de nós sabe. Nem sabe o que vai acontecer daqui a momentos! Mas sabemos que agora, no momento em que escrevo, agora que me lê, o leitor, a leitora, são, somos! Só temos momento a momento e passamos por ele como se o amanhã, o futuro nos estivesse garantido. Só temos este momento, precisamente este a que pouco ligamos e em que na realidade somos e respiramos e vivemos e estamos, plenamente connosco próprios e com os outros. Quando chegarmos ao futuro, lá estaremos nesta sensação incrível de respirar e estar vivo/a, agora. O futuro é daqui a pouco, amanhã, daqui a 20 anos…

Não esqueçam: vivam esplendorosamente no agora. Só assim merecerão verdadeiramente viver. O tempo, todo o tempo é um eterno agora. Sejam felizes. Agora.



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ENTÃO VAMOS LÁ CONSTRUIR DE NOVO O PARAÍSO!




Só com estas bases podemos descobrir o Paraíso. Vivê-lo. Identificá-lo. Quantas vezes passaram pelo Paraíso e não o reconheceram? Só quando nos desidentificamos do Ter é que passamos a ter o vislumbre do Paraíso. Um estar sendo, com todo a amalgama da Vida a ser à nossa volta.

Sinta-se no Momento, sem Passado nem Futuro. Atenção, é aí, nessa confluência de Ser não Sendo que pode vislumbrar o Paraíso. Que melhor presente lhe poderia dar nestas vésperas de Natal?

Até para a semana!


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