domingo, 30 de junho de 2013

A Mudança Global


A MUDANÇA AVANÇA POR TODA A PARTE


 

Rápido e em força, o vento da mudança chegou ao Brasil. Se alguém ainda tinha dúvidas de que o Planeta Terra entrara num ciclo de mudança, terá de parar para reflectir face ao que se está a passar no Brasil. O processo prossegue, como se se tratasse de fenómenos isolados. Surgem com força em determinada parte do Planeta e depois como que estabilizam, ainda que nada tenha ficado exactamente como antes, indo desencadear-se, de outra forma, num outro local.

Primeiro foi a Primavera Árabe e a crise nos Estados Unidos da América, que beneficiou do facto de ter moeda própria ou ainda andaria pelas ruas da amargura. Depois, a Grécia, a Irlanda, Portugal, Espanha, a Itália… Naturalmente, está a alastrar-se a outros países. É uma consequência do processo de globalização, dir-se-à numa primeira análise. Claro que é, também é, mas inscreve-se em algo mais vasto e profundo.

Quando um adolescente atinge a puberdade, o rosto como que explode em borbulhas no rosto, antes que a barba surja. O processo que está a desencadear-se no Planeta, ou mais concretamente nas sociedades humanas, é idêntico. Primeiro, começa com pequenas erupções, com as incomodidades inerentes, até que o corpo integre o processo da maturidade. Fazendo crescer a barba nos homens e os seios nas mulheres… Desencadeando os ajustamentos requeridos.

O processo da maturidade é idêntico em todos os organismos vivos. Nas sociedades, nos países, nos povos, todos eles organismos vivos a vivenciar um continuo processo de evolução. Até os animais evoluem e se adaptam às novas condições.

Todo o Planeta, o que significa dizer todos os Países e todos os Povos estão a evoluir e a adaptar-se a novas condições. Estão a preparar-se para o futuro que chega com a nova Era Cósmica, a despeito e para lá das vontades das populações. É um fenómeno global e mesmo os Povos que julgam estar a condicionar o futuro segundo os seus interesses, pelas reacções que desencadeiam estão, sem a consciência disso, a preparar o cadinho que vai permitir a transformação. Não há como escapar, mesmo para as sociedades mais organizadas e mais policiadas. É um devir que se está a construir a si próprio, para lá das boas e más decisões dos Povos. Para quem acredita, o que está a acontecer é como se, no cadinho que é o Planeta Terra, estivesse a preparar-se a «sopa» da Nova Civilização. E até os actos mais incongruentes e invasivos ou explosivos são o material necessário para acelerar a mudança.














Não valorizo mais uns acontecimentos do que outros, porque todos estão a preparar a mudança, Edward Snowden inclusivé, o espião americano ainda algures no aeroporto de Moscovo. Foi muito elucidativo ver Putin na televisão, a fazer um grande esforço para não se rir. Só que o processo também vai chegar a ele, de uma forma ou de outra. Chegou o tempo de tudo o que estava escondido vir à superfície. Até porque o conjunto da humanidade se vai tornar transparente e não haverá forma de continuar a esconder-se atrás da mentira. Não vai ser fácil para os países nem para os Povos, até que as pessoas se habituem e aceitem que se tornaram transparentes e que as verdades que receiam são as verdades que podem ver nos outros. Não vai ser fácil, não acham, quando de repente a Humanidade atingir o momento em que as suas palavras serão sempre vistas na verdade que pretendem esconder?

 Lembro-me que um dia, quando comecei a ver no papel o que deveria desenhar, percebi que existiu já e voltará a existir uma humanidade de pele transparente, que revela a si própria e aos outros aquilo que realmente é. Será que nos estamos a aproximar desse dia?!

O que pode assustar é o desaparecimento da aparência de seriedade das nações. Para já, pelo que revelam aqueles que tiveram acesso por dentro ao mecanismo invasivo dos jogos de poder, o que porão em causa a idoneidade dos Países e dos seus governantes, por mais respeitados que tenham sido até então. Uma coisa é certa: ninguém voltará a ver da mesma maneira a tão simpática figura do Presidente Obama. A ideia que se vai generalizar é que «são todos iguais», talvez uns mais iguais do que outros, como o vaticinou aliás, George Orwell.  E creio que foi também ele que disse: «Em tempos de embustes universais, dizer a verdade torna-se num acto revolucionário».

Estamos a viver tempos de uma grande complexidade, não há dúvida. Tempos em que parece já não haver em quem se possa confiadamente acreditar. Mas esse será porventura um passo decisivo para o crescimento colectivo da Humanidade.



A terminar uma questão:


                                          COMO AVALIAR CORRECTAMENTE AS PEÇAS DO PUZZLE?









domingo, 23 de junho de 2013

A Sacralidade Do Sexo


O SEXO INSCREVE-SE NA ESFERA DO SAGRADO


Dizer que o sexo se inscreve na esfera do sagrado é, porventura, tão escandaloso hoje como seria admitir, há cinquenta anos, a liberdade sexual da mulher. (Os homens sempre assumiram essa liberdade). Como é que se evoluiu, em meio século, de uma sociedade repressiva no que respeita ao sexo feminino, para uma atitude quase permissiva? A atitude hoje parece ser a de que há igualdade de direitos e ponto final.

Sou desde sempre a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres e dediquei mais de dez anos da minha actividade jornalística a defender essa igualdade. Isso não me inibe de colocar questões a mim própria e aos outros sobre os problemas que hoje são pertinentes. E de aprofundar aspectos que há 30 ou 40 anos não teriam muita razão de ser. Por exemplo: ter-se-á perdido alguma coisa de valioso e essencial nesta reforma de hábitos e mentalidades? Ou o que se adquiriu no novo tipo de relações entre os sexos é mais importante e valioso do que aquilo que se perdeu? Não temam. Não vou fazer nenhum discurso moralístico, mas lembrar que a banalização do sexo pode corresponder à dessacralização do Amor. E que sexo sem amor cria um vazio na alma, nas relações, na consciência do Ser, que nada pode preencher. Desenvolvendo ao mesmo tempo o egoísmo e a solidão de cada um de nós, ao não permitir a fusão que permite ao ser humano atingir a plenitude, ser ele próprio e o outro, o seu par, a fusão que todo o ser humano busca e que é, na meta final, a fusão com o Cosmos, a fusão com Deus.

Os antigos egípcios sabiam que o sexo é uma arte e uma oração. A arte da fusão com o outro e da procura da plenitude. Eram tão sábios os egípcios que tinham templos onde as sacerdotisas ensinavam a arte do Amor. Não eram prostitutas, como as que existem espalhadas pelo mundo. Eram mulheres que tinham sido iniciadas na Sacralidade do Sexo, tendo aprendido a buscar o divino na subtilização e refinamento do prazer. Talvez isto possa parecer chocante nos dias de hoje, em que se finge ignorar as mulheres que se prostituem pelos recantos de Monsanto ou pelo ermo das estradas ao longo do País.

Há uma educação profunda a fazer. Uma educação que implica o conhecimento da sacralidade do sexo. Quem alguma vez disse às mulheres (e aos homens) que o sexo permite atingir níveis próximos do Vazio/Cheio do Cosmos, quem o disse alguma vez aos Homens que através do sexo atingem fugazmente o Infinito, quem lhes falou alguma vez da sacralidade do sexo, tão sagrado que até permite a transmissão da Vida? Acho que todos nós só ouvimos falar de pecado ligado a sexo. Nunca de sacralidade. E, sim, o sexo é tão sagrado que todas as religiões o rodeiam de tabus, sem explicar os porquês. É altura de esclarecer a relação entre sexo e o sagrado, para nos sentirmos todos mais Humanos e mais filhos de Deus.

É tempo de tomar consciência e descobrir a sacralidade do sexo, o meio que o Divino nos ofereceu como dádiva para nos tornarmos criadores.


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O CÁLICE DA TRANSCENDÊNCIA E DA VIDA


O Ser Humano é um duplo cálice. Um cálice da transcendência e um cálice da vida humana. Referi-me acima ao cálice da Vida. Falarei agora do Cálice da Transcendência. O Cálice da Vida é o ventre, o sexo. O Cálice da Transcendência é a Cabeça.

Já uma vez publiquei o desenho desse cálice, na oportunidade documentado pela cabeça de uma mulher. Sim, a cabeça é o cálice, que só está pronto a exercer a tarefa para que realmente foi criado, quando o Cálice da Vida tiver sido finalmente sublimado. Então os dois cálices podem comunicar e preparar-se para exercer, realmente, a função para que foram divinamente criados, constituídos.


Creio que é o momento de falar disto, porque quando me sentei ao computador não sabia que assunto iria tratar e tudo se esclareceu quando coloquei as mãos no teclado. Não sei se é o tempo certo, sei que estou a ser levada a falar disto.

A cabeça humana é um mistério muito maior do que aquilo que já foi descoberto pelos cientistas. Creio que a nova humanidade que vai povoar o planeta Terra vai ter os dois hemisférios cerebrais igualmente activados, tendo-se concretizado plenamente a ligação entre ambos.

Ao que julgo saber, é um processo longo o da activação dos dois hemisférios cerebrais e só começa depois da activação da coluna vertebral e de ser activado o fogo do coração. O fogo do Amor Universal, que os Rosa Cruzes (de que não sei nada) ilustram com a rosa mística. A rosa no meio do peito.

Não sei se tem alguma utilidade comunicar isto e se pode ajudar alguém a perceber verdadeiramente o mistério da vida. Estou em crer que há imensas pessoas no Planeta a vivenciar este processo e que são elas que vão ajudar a Terra a instalar o novo paradigma, sem grandes cataclismos nem grande sofrimento. É, pelo menos, isso que eu espero e desejo de todo o coração.

Admito que haja gente no Planeta que gostaria de bloquear esta mudança de paradigma. Não me parece possível. Tudo vai acontecer como foi previsto desde sempre. Refiro-me aos ciclos do Tempo. Acabamos de sair do Kali Yuga. Entramos de novo na Idade do Ouro, em que a Humanidade e a Natureza se regeneram. Uma nova mentalidade vai eclodir no Planeta.

Estou a achar graça às minhas palavras. Pareço uma pitonisa e sou completamente semelhante a todos. Talvez mais estudiosa e atenta a certas realidades. Mas no resto completamente vulgar. Acho que as minhas palavras foram ditadas pelo solstício…

Até para a semana.

22/6/2013

Solstício de Verão








domingo, 16 de junho de 2013

Nós É Que Temos de Mudar



E TUDO MUDARÁ À NOSSA VOLTA...


Seria muito fácil se adormecêssemos uma noite profundamente e, ao acordar, no outro dia de manhã, nos sentíssemos todos, colectivamente, diferentes, mais perfeitos, melhores. Nesse despertar mágico celebraríamos então, conscientemente, e com alegria, o restabelecimento do Paraíso na Terra.

Infelizmente, não é assim. Nunca será assim? Não tenho a certeza. Não tenho certezas. Sei que gostaria que amanhã de manhã, depois de uma noite de sono profundo, eu pudesse acordar numa outra realidade. E que o meu despertar mágico fosse partilhado por toda a Humanidade.

Isto é apenas um anseio, um sonho, o desejo de alguém com a nítida consciência de que entrou numa outra Era Cósmica, mas que para já só vê à sua volta a estrutura social a desmoronar-se, no seu e em outros países, uma estrutura ainda comprometida com o velho paradigma, mas a ter cada vez menos consistência.

Entretanto, sei que, para que a Terra mude, nós teremos primeiro de mudar. Quando nós mudarmos, rapidamente, magicamente, tudo mudará à nossa volta! Quando é que isso acontecerá? Não sei. Não sei nada. Cada vez sei menos. Talvez seja isso que nos seja pedido: que cedamos, que deixemos de querer isto ou aquilo, ou isto e aquilo, condicionando o que se passa à nossa volta. Talvez, quando deixarmos de querer, então possamos criar um espaço em nós e à nossa volta, capaz de permitir que a nova realidade se instale. Para já, em redor de nós tudo parece estar a desmoronar-se. É insuportavelmente pesada a ambição e voluntarismo de uns a querer condicionar a realidade de todos os outros. Será sempre assim?

Uma coisa sei, entre a infinidade de coisas que não sei, é que as pessoas estão colectivamente a mudar, a tornar-se mais conscientes, não já somente apenas em pequenos focos localizados, mas por toda a parte. Parece que alguém acendeu um rastilho que está a alastrar por todo o mundo. Olhem à vossa volta e vejam. A Humanidade adormecida começa a despertar. A serpente telúrica moveu-se, ganhou novo poiso, novo ponto de irradiação, animando as correntes telúricas que são a alma da Terra e que o ser Humano inconsciente felizmente não pode manipular.  E essas correntes que estão a transformar a Terra, estão também a transformar o ser humano, porque a força é una e, consciente e inconscientemente, o processo está a desenrolar-se, porventura na dor, mas é na dor que o ser humano nasce, por que não haveria de ser em maior ou menor dor que o ser Humano vai renascer?

Estas são palavras que estão a ser escritas pelo Ser Consciente em mim e não por aquela que sou, quotidiana e vulgar. Tenho andado um pouco perdida nesta espuma de acontecimentos no meu País e no Mundo, sem perceber como é que tudo se vai articular e desta confusão que começa a instalar-se, destas verdades escondidas que começam a vir à tona, como é que de tudo isto vai nascer a nova realidade?

Reparem, há gente disposta a perder tudo para que a verdade nasça na espuma dos dias, a nova realidade, e sei o que os poderes instalados parecem não saber, e que é que esta nova forma de heroísmo é contagioso e que os governos como as pessoas vão, nas próximas décadas, tornar-se transparentes… Isto é, nada poderá continuar escondido! Também sei que não há forma de suster a avalancha de verdade que começa a percorrer o mundo e é ela que vai desencadear a transformação global, que terá pouco a ver com as estruturas de poder.

Reli o que escrevi atrás e algo em mim me diz que pareço uma tontinha lunática! Reparem, o que estou a tentar dizer é que, a partir de uma realidade objectiva, se pode dar o salto quântico para a nova realidade que está aqui, já instalada, só que ainda não visível, porque por enquanto só vemos o que estamos condicionados a ver. Lembrem-se, os povos das Américas não viram chegar os barcos dos navegadores (portugueses e espanhóis) porque não sabiam o que era uma galera. Os seus olhos não detectavam o desconhecido que estava no horizonte e se aproximava, sem que eles pudessem realmente ver, isto é reconhecer.

É o que está a acontecer connosco. A nova realidade já se perfila no horizonte. Já tem existência concreta, mas nós ainda não a conseguimos ver. Estamos submersos numa realidade por longo tempo construída e só continuamos a ver o que se assemelha às nossas construções mentais. Entretanto, a ordem estabelecida está a desmoronar-se. Estamos inundados por uma produção de que não precisamos e que julgamos ser o garante da nossa riqueza.

Eventualmente, só daremos conta quando as fábricas na Alemanha tiverem de parar por não conseguirem escoar a produção! E quem diz a Alemanha diz a França, os países nórdicos, tão aparentemente estáveis, mas cujas economias também já se começam a ressentir… A crise é global. Não se trata de uma crise económica, embora possa ter a sua aparência. É uma crise civilizacional, uma crise de paradigma, de mentalidades, que têm de mudar. E cada Povo vai ressurgir, diria até renascer, no seu melhor. Todos somos diferentes e iguais, E cada Povo tem um contributo precioso para a construção de um Novo Mundo.

O que está a ser pedido a cada um de nós é que sejamos o que somos na nossa verdade fundamental. Todos diferentes e iguais, na grandiosa riqueza da diversidade. A cigarra terá sempre um papel a desempenhar na vida da formiga. A nova realidade, isto é, a nova organização social, está pronta e prestes a manifestar-se. A geração que parece condenada a não ter trabalho é a que vai mudar as regras da nossa civilização, quase simultâneamente, surgindo inesperadamente nas diversas partes do mundo. Essa geração é constituída pelos arautos do futuro, tendo cada um dentro de si um sonho, uma ideia, que tem vindo a fermentar e vai fazer-se ouvir em todos os cantos do mundo.

É, pelo menos, este o meu sonho. Aquilo que julgo saber. Mas talvez esteja simplesmente a sonhar ou a inventar… A realidade próxima o dirá.




  

sábado, 8 de junho de 2013

Um Privilégio da Vida


VIVER TUDO E EXPERIMENTAR TUDO


As nossas vidas são demasiado curtas para termos verdadeiramente uma perspectiva do significado daquilo que vivemos e o porquê de certos acontecimentos, que desabam sobre nós e tudo modificam, muitas vezes o nosso próprio ser e, infelizmente, nem sempre para melhor.

A minha perspectiva é que a Vida é uma aventura que nos é propiciada viver, tendo como objectivo último, e só raramente percebido, o apuramento do Ser, no seu melhor.

Todos somos o que fizemos das nossas vidas, das circunstâncias que criamos ou que nos apanharam, muitas vezes sem nos apercebermos, verdadeiramente, o que desencadeou o rumo que tomamos, embora sempre tenhamos sido responsáveis pelas situações em que nos encontramos, tenhamos ou não consciência disso.

Pessoalmente, acredito que o que somos hoje é o resultado do que fomos em outras encarnações e, simultâneamente, do que escolhemos experienciar ou reparar na vida actual. É esta a nossa responsabilidade e o nosso privilégio, que torna cada dia de vida como uma magnífica oportunidade de nos ultrapassarmos, de sermos o que somos realmente no Infinito de que fazemos parte.

Resolvi hoje escolher três desenhos que reportam aspectos da vida da mesma personagem em outras tantas encarnações. A figura principal é um homem, o mesmo homem, em três fases da sua evolução.

Que nos conta o primeiro desenho? O drama de um homem que se deixou encurralar pelo amor a uma mulher, que não o ama ou que o ama da forma desprendida de quem pode ter simultâneamente vários amores, Ele sofre, acorrentado a uma morte em vida, preso num sem-sarcófago, porventura inspirado na civilização egípcia.

Francamente, não sei exactamente o que significa nem porque fui levada a desenhar este par tão pouco em sintonia.


O mesmo par surge, no segundo desenho, em outra civilização e num outro jogo de vida. A mulher leviana do primeiro desenho apresenta-se aqui como um ser construído e cheio de serenidade, aceitando ou ignorando a segunda mulher, que introduz a mão na bolsa do homem, então indiferente ou superior à situação, que reconhece, mas não o afecta.


Finalmente, no terceiro desenho o homem como que completou a sua aprendizagem e assume então o papel de guia. Pelo caminho ficaram múltiplas experiências, múltiplas parceiras da aprendizagem da Vida e do Ser, cada uma com a parte do ensinamento que há a experimentar e integrar. Em resultado das múltiplas vivências e do apuramento do ser que acabaram por induzir, este homem tornou-se um guia, acima das contingências.


Todos nós passamos por estas diversas aprendizagens, tantas vezes quantas as necessárias para integrarmos as qualidades que nos permitam avançar na escala da evolução.

É muito triste verificar que a maior parte da humanidade continua crucificada na experiência do Ter. E o mais dramática é que não tem consciência disso.


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EXORCIZAR FANTASMAS…


 Tinha resolvido não falar hoje de política. Mas como me veio ter à mão um desenho que julgo reproduzir a imagem de Salazar e do cardeal Cerejeira, personagem que serviu sempre para sancionar as políticas do «ditador», não resisto à tentação de deixar aqui este apontamento. Talvez como forma de exorcizar fantasmas ou de tomar consciência de como eles ainda hoje nos perseguem, prontos a enraizarem-se, se os deixarmos…



domingo, 2 de junho de 2013

O Que Fez Tudo Quanto Quis



QUANDO PROJECTEI D. DINIS NAS PÁGINAS DE UM JORNAL

Houve tempo em que vivi apaixonadamente a compulsão que me levava a desenhar. O detonador era simplesmente o facto de começar a ver aparecer no papel as figuras que projectava. Em qualquer papel. Algumas vezes, em papel de jornal. Também via as figuras projectadas em paredes brancas, como creio já ter dito aqui há cerca de um ano, mas nesse caso nunca me atrevi a gravar na parede o que via, até por uma questão prática: se me aproximava da parede deixava de projectar. Enfim, nunca me ocorreu sequer rabiscar a parede. Só agora penso nisso…

Também só hoje admiti realmente a hipótese de mostrar dois dos desenhos que desenhei projectando no jornal «Expresso», de que não sei a data, porque recortei os desenhos, sem me lembrar sequer desse importante pormenor.

Sentei-me, de manhã, ao computador e não tive a coragem de avançar com a ideia. Escrevi, sim, mas sobre outra coisa totalmente diferente.  Agora, a meio da tarde, voltei a sentar-me ao computador. Quer dizer: este é o segundo texto que escrevo hoje. O primeiro pode ser que ainda venha a ser utilizado hoje se, à última hora, decidir que não devo publicar o que agora, finalmente, estou a começar a escrever.

Espero que não caia sobre mim nem o Carmo nem a Trindade. Eu não desenho o que quero, mas o que vejo. As leituras que faço são meras leituras de uma parte de mim, que parece saber muito menos do que aquela parte que desenha. Não é um jogo, mas parece. E tenho de confessar que me diverte esta duplicidade: a de desenhar o que não sei e depois interpretar como se soubesse. Confesso, a minha vida ganhou outra cor, tornou-se muito mais empolgante desde que passei a desenhar o que vejo projectado no papel por uma parte de mim que sabe muito mais do que eu.

Bem, toda esta conversa é um andar à volta de mim mesma à procura de encontrar finalmente a coragem da decisão. Que está tomada. Vou mesmo avançar. Não consigo resistir ao desafio, sobretudo depois de ter visto o Dr. Mário Soares na Aula Magna a dinamizar a esquerda, contra este Governo, que a população não quer. Não quer!


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IMAGENS DE D. DINIS E D. ISABEL

Vou começar por mostrar alguns dos desenhos que desenhei, nos anos 80, numa entrevista que o Expresso fez ao Dr. Mário Soares, durante o seu primeiro mandato como Presidente da República.

Lembro-me que foi depois de almoçar que me sentei no sofá para ler a entrevista e que, a certa altura, comecei a ver imagens nas fotos que a ilustravam. Fui buscar um lápis e comecei a desenhar.  Mais do que fazer interpretações vou tentar mostrar, um a um, os desenhos, à volta de duas fotos, no fato, na camisa, numa das mãos, no rosto. É provável que houvesse mais fotos, mas foi nestas que desenhei e são estas que guardo.

Vou então mostrar, como se fosse banda desenhada, o conteúdo dos desenhos.

1- O rei D.Dinis e a Rainha Isabel de Aragão,
 que depois foi considerada santa, e gente da sua corte.
2- A rainha, de costas voltadas,
 e duas das suas damas

3- Sobre o pullover, de novo Isabel, profusamente desenhada.
É estranho mas há um retrato também sobre o coração....

A segunda foto tem mais secções:

Ao alto, à esquerda: D. Dinis e Isabel jovens e belos...
Ao alto, à direita: De novo Isabel,
 de rosto encostado em D. Dinis,
 já com a pomba pousada na cabeça
Na mão direita: Uma corte feminina muito vasta, que faz jus à fama de D. Dinis.
No casaco é a figura da Rainha Santa que predomina...

E depois, na camisa e na gravata, aspectos da vida de um rei,
que fez tudo quanto quis...

Por último, a imagem da testa, onde se vê aberta a estrela da terceira visão...


 A terminar, repare-se nas duas fotos que ilustraram a entrevista de Mário Soares ao Expresso, há cerca de duas décadas.



 Pergunto: será que estes desenhos terão a ver com alguma possível realidade vivida há cerca de seis séculos?

Ou vi só o que a minha imaginação projectou?

Francamente, não sabia que tinha tamanha imaginação… e avaliando o impacto que possam ter os desenhos, acho que tanto podem ser levados a rir ou ser considerados como a expressão de uma possível realidade. De qualquer das formas, não ofendem ninguém, pelo contrário. E se tentarmos a comparação, talvez como D. Dinis Mário Soares fez tudo quanto quis. Ou quase…