sábado, 8 de junho de 2013

Um Privilégio da Vida


VIVER TUDO E EXPERIMENTAR TUDO


As nossas vidas são demasiado curtas para termos verdadeiramente uma perspectiva do significado daquilo que vivemos e o porquê de certos acontecimentos, que desabam sobre nós e tudo modificam, muitas vezes o nosso próprio ser e, infelizmente, nem sempre para melhor.

A minha perspectiva é que a Vida é uma aventura que nos é propiciada viver, tendo como objectivo último, e só raramente percebido, o apuramento do Ser, no seu melhor.

Todos somos o que fizemos das nossas vidas, das circunstâncias que criamos ou que nos apanharam, muitas vezes sem nos apercebermos, verdadeiramente, o que desencadeou o rumo que tomamos, embora sempre tenhamos sido responsáveis pelas situações em que nos encontramos, tenhamos ou não consciência disso.

Pessoalmente, acredito que o que somos hoje é o resultado do que fomos em outras encarnações e, simultâneamente, do que escolhemos experienciar ou reparar na vida actual. É esta a nossa responsabilidade e o nosso privilégio, que torna cada dia de vida como uma magnífica oportunidade de nos ultrapassarmos, de sermos o que somos realmente no Infinito de que fazemos parte.

Resolvi hoje escolher três desenhos que reportam aspectos da vida da mesma personagem em outras tantas encarnações. A figura principal é um homem, o mesmo homem, em três fases da sua evolução.

Que nos conta o primeiro desenho? O drama de um homem que se deixou encurralar pelo amor a uma mulher, que não o ama ou que o ama da forma desprendida de quem pode ter simultâneamente vários amores, Ele sofre, acorrentado a uma morte em vida, preso num sem-sarcófago, porventura inspirado na civilização egípcia.

Francamente, não sei exactamente o que significa nem porque fui levada a desenhar este par tão pouco em sintonia.


O mesmo par surge, no segundo desenho, em outra civilização e num outro jogo de vida. A mulher leviana do primeiro desenho apresenta-se aqui como um ser construído e cheio de serenidade, aceitando ou ignorando a segunda mulher, que introduz a mão na bolsa do homem, então indiferente ou superior à situação, que reconhece, mas não o afecta.


Finalmente, no terceiro desenho o homem como que completou a sua aprendizagem e assume então o papel de guia. Pelo caminho ficaram múltiplas experiências, múltiplas parceiras da aprendizagem da Vida e do Ser, cada uma com a parte do ensinamento que há a experimentar e integrar. Em resultado das múltiplas vivências e do apuramento do ser que acabaram por induzir, este homem tornou-se um guia, acima das contingências.


Todos nós passamos por estas diversas aprendizagens, tantas vezes quantas as necessárias para integrarmos as qualidades que nos permitam avançar na escala da evolução.

É muito triste verificar que a maior parte da humanidade continua crucificada na experiência do Ter. E o mais dramática é que não tem consciência disso.


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EXORCIZAR FANTASMAS…


 Tinha resolvido não falar hoje de política. Mas como me veio ter à mão um desenho que julgo reproduzir a imagem de Salazar e do cardeal Cerejeira, personagem que serviu sempre para sancionar as políticas do «ditador», não resisto à tentação de deixar aqui este apontamento. Talvez como forma de exorcizar fantasmas ou de tomar consciência de como eles ainda hoje nos perseguem, prontos a enraizarem-se, se os deixarmos…



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