UMA ORDEM GUERREIRA
FEMININA
Tanto quanto
me é dado imaginar, há vários factores em vias de reformulação nesta «esquina
da história» que estamos a percorrer. Para já tudo são incertezas, de certa forma
ameaçadoras. O mundo que conhecemos, a estabilidade que tínhamos como certa, o
horizonte do amanhã, tudo está em questão, tudo parece estar em risco. Em
reformulação.
A primeira
ideia que me ocorre é a de que o ser humano tem de mudar. Tem de dar um salto
cósmico, daquilo que julga ser para aquilo que realmente é. Os ditadorzinhos
que se perfilam são a menor das preocupações que temos de enfrentar. Sabendo ou
não, eles estão a fazer o papel que lhes foi cometido e de que não percebem nem
o sentido nem a dimensão. Eles próprios estão a ser avaliados a um nível mais
elevado. Não farão nada que não lhes seja permitido, por nós e pelo Cosmos. São
o reflexo do que nós somos e merecemos, porque só poderão executar aquilo que
nós todos, colectivamente, consentirmos. Nem mais, nem menos. São como nós,
pobre seres humanos indefesos, que só têm o poder que nos disponibilizemos a
dar-lhes ou a consentir que tomem. Isto é muito importante que cada um de nós o
saiba e interiorize.
Este
arrazoado surgiu, inopinadamente, sem intenção, quando pretendia simplesmente
escrever sobre uma estirpe de mulheres guerreiras que existiram no planeta
Terra e que, de certa forma marcaram a história humana. A Wikipédia traz um
relato bastante informativo sobre o papel que as amazonas desempenharam na
história Não o vou repetir. Não era minha intenção divulgar os feitos
Históricos das amazonas, mas trazer simplesmente uma informação do vestuário
que usava no campo de batalha.
Pintei este
quadro em 1989 e o que nele é para mim relevante é o vestuário da amazona.
Embora não tenha conseguido atingir um grau satisfatório na arte de pintar,
este trabalho revela (revelou-me!) as características do traje das amazonas.
Reparem, o traje é confeccionado em couro, o que em mim encontrou perfeita
concordância. Para a época o traje de couro seria o mais adequado para usar no
campo de batalha e não o vestuário apresentado na estatuária grega e romana,
que as deixava completamente expostas às setas e às espadas.
Foi assim
que me surgiu, assim que o pintei, em desacordo com o que foi registado mais
tarde pelos romanos. E, já agora, deixo aqui uma curiosidade que descobri na
Wikipédia: o machado de guerra terá sido inventado pelas amazonas, calculem!
Quem diria!
_____
OS POMOS DE OIRO DO CONHECIMENTO
Há dois
marcos, histórico-mitológicos, que marcam a transição do matriarcado para o
patriarcado. A saga das Amazonas e os Doze Trabalhos de Hércules. O primeiro
como algo que sobreviveu e se prolongou para além do matriarcado, tendo ainda
por muito tempo convivido com um patriarcado empenhado em fazer esquecer a
ordem anterior. O segundo é, nem mais nem menos, «os doze trabalhos de
Hércules», uma saga a ler e reler, porque ajuda a perceber alguns dos passos da
implantação do poder masculino.
Um desses
passos foi o roubo dos pomos de oiro.
Gaia deu a
Hera, como presente do seu casamento com Zeus, lindos pomos de ouro, que serão
eventualmente maçãs. Hera encarregou as Hespérides de plantar e guardar esses
frutos, num jardim do extremo Ocidente.
Os pomos de
oiro, símbolo do conhecimento, ficaram pois à guarda da mulher. Com o tempo, as
mulheres passaram a utilizar o conhecimento em seu próprio benefício e então a
deusa mandou que o jardim passasse a ser vigiado por um dragão, segundo uns,
por uma serpente, segundo outros.
Todos
conhecemos mais ou menos a lenda. Pois bem, qual seria o país do extremo
ocidente que acolheu os pomos de oiro? Portugal? Quem sabe? No Iraque as
laranjas são conhecidas pelo nome de portugal. Laranjas são pomos de oiro, não
há dúvida, indiscutivelmente muito mais do que maçãs. Será Portugal esse País
do extremo Ocidente onde foram plantados os pomos de oiro? Quem o possa saber?!
Agora vou
contar algo que aconteceu comigo!
Há quatro ou
cinco anos – poderia dar o ano certo, mas não vale a pena! – uma manhã, ao
acordar vi o Jardim das Hespérides, com árvores carregadas de pomos dourados.
Na altura falei disso à minha amiga Fátima. Dias depois tive a visão das mesmas
árvores, mas sem frutos. Que acontecera aos frutos? Fiquei preocupada.
Tempos
depois encontrei um amigo e, durante a conversa, falei-lhe do desaparecimento dos
frutos e da minha preocupação. E ele disse-me então: «Não se preocupe. Conheço
o grupo que retirou os frutos. Vai haver muitos problemas no planeta. Quando a
situação se estabilizar, os frutos serão distribuídos...»
Protestei
então. Como é que alguém se atreve a deixar sem frutos a árvore do
conhecimento?! Não há a recomendação para não se mexer nos frutos dessa árvore?!
Hoje sei que
não tem importância nenhuma a recolha abusiva desses frutos. O conhecimento que
encerram estará dentro de pouco tempo completamente ultrapassado.
As mudanças
que estão a verificar-se no Planeta, visíveis ou invisíveis, estão a desactualizar
o conhecimento. Há uma informação nova a descer sobre os corações, que chegará
ao nível da memória quando for tempo e se tornar necessário. É pelo menos esta
a minha convicção.
_____
O engraçado
é que, quando me sentei ao computador, tencionava escrever sobre a evolução da
energia que tem percorrido, nos últimos dois mil anos, os seres humanos,
determinando o tipo de relação do casal. O assunto ficará para uma próxima vez.
Quero,
porém, deixar aqui o exemplo do ponto de partida: uma energia de certa forma
convulsa e trepidante, que definiu o sexo masculino e reduziu no passado a
mulher a uma mera idealização, sem entidade própria. Haverá, com certeza,
espaço e tempo para documentar os passos dessa evolução.
Até para a
semana.

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