O EQUILÍBRIO É SEMPRE FRÁGIL
Tenho vivido muito intensamente nas últimas semanas. Hoje
apetece-me desligar dos jogos de Poder, que se jogam em Portugal e na Europa.
Afinal, por todo o Planeta. No momento em que escrevo, deve estar reunido o
Conselho de Ministros. De certa forma tenho pena deles.
Querem domar a realidade segundo a sua ideologia e tudo lhes está a escapar.
Não têm Passos
para os interesses que estão em jogo. São pequenos peões do jogo europeu -- não
seria mais objectivo dizer do jogo alemão? -- que visa a concentração do Poder. Os
Países, como as crianças, têm tendência a cometer os mesmos erros. E a sofrer
com isso.
Não sou pitonisa, não vejo o futuro, mas sei que nada vai
resultar como estão a querer a Troika e a toda poderosa Alemanha. O mais certo
é a França entrar em recessão profunda. Se isso acontecer, não iremos ver a
recessão chegar também em força à Alemanha?
Os meus desenhos ensinaram-me que os países e os
continentes vivem num equilíbrio frágil. Quando o desequilíbrio surge atinge
não apenas um único corpo, versus país, mas espalha-se e tende a atingir todo o
continente. É a isso que estamos a assistir, enquanto vemos nos jornais os tecnocratas
tão sorridentes e contentes consigo próprios, que dá pena! Que grande trambolhão os espera na curva do caminho! Ocorre-me a visão do rosto de Gaspar,
tão feliz e contente consigo próprio, coitado…
_____
OS
DESENHOS FALAM POR SI
Hoje, não me apetece escrever, nem porventura pensar. Vou mostrar cinco dos meus primeiros desenhos, que documentam, de diferentes maneiras, a floresta de enganos em que todos mergulhamos ao despertar para a vida
humana.
Tudo começa no jogo do amor. Reparem na jovem que segue
na vida arrastando consigo alguém de olhos vendados e um outro homem que também
não quer ver!
A imagem seguinte é mais consistente. Pode dizer-se que é
um clã familiar, unido nos afectos e nos interesses, tendo a sua união a
consistência de uma rocha, que os aglomera e protege. É essa, aliás, a função
do clã.
Este é um casal, unido porventura pelo amor, mas sobretudo
pelo seu destino de Poder. A vida como destino e obrigação de liderar outros,
no tempo dos reis e grandes famílias. Talvez gostem disso.
O quarto desenho tem duas vertentes. A do casal que
domina e orienta e a massa da população que obedece e segue, numa textura
cada vez mais fragmentada, quanto mais
presos estão na matéria...
Por fim, um grupo de gente, sempre a mesma, que
desempenha sucessivos papeis em vidas sucessivas, numa aprendizagem de
autonomia. O grupo, surgindo em diferentes épocas e civilizações, mostra-nos a
longa aprendizagem do ser humano, rumo à sagesse. Entretanto, são outros,
sempre os mesmos, num nível mais apurado do Ser.
Bem, pode ser que este silêncio interior, que se instalou
em mim, tenha florido e dado frutos, no decorrer da próxima semana. Assim o
espero.





Sem comentários:
Enviar um comentário