domingo, 12 de maio de 2013

Um Panorama Confuso


O EQUILÍBRIO É SEMPRE FRÁGIL


Tenho vivido muito intensamente nas últimas semanas. Hoje apetece-me desligar dos jogos de Poder, que se jogam em Portugal e na Europa. Afinal, por todo o Planeta. No momento em que escrevo, deve estar reunido o Conselho de Ministros. De certa forma tenho pena deles.
Querem  domar a realidade segundo a sua ideologia e tudo lhes está a escapar.
Não têm Passos para os interesses que estão em jogo. São pequenos peões do jogo europeu -- não seria mais objectivo dizer do jogo alemão? -- que visa a concentração do Poder. Os Países, como as crianças, têm tendência a cometer os mesmos erros. E a sofrer com isso.

Não sou pitonisa, não vejo o futuro, mas sei que nada vai resultar como estão a querer a Troika e a toda poderosa Alemanha. O mais certo é a França entrar em recessão profunda. Se isso acontecer, não iremos ver a recessão chegar também em força à Alemanha?
Os meus desenhos ensinaram-me que os países e os continentes vivem num equilíbrio frágil. Quando o desequilíbrio surge atinge não apenas um único corpo, versus país, mas espalha-se e tende a atingir todo o continente. É a isso que estamos a assistir, enquanto vemos nos jornais os tecnocratas tão sorridentes e contentes consigo próprios, que dá pena! Que grande trambolhão os espera na curva do caminho! Ocorre-me a visão do rosto de Gaspar, tão feliz e contente consigo próprio, coitado…


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OS DESENHOS FALAM POR SI

Hoje, não me apetece escrever, nem porventura pensar. Vou mostrar cinco dos meus primeiros desenhos, que documentam, de diferentes maneiras, a floresta de enganos em que todos mergulhamos ao despertar para a vida humana.

Tudo começa no jogo do amor. Reparem na jovem que segue na vida arrastando consigo alguém de olhos vendados e um outro homem que também não quer ver!


A imagem seguinte é mais consistente. Pode dizer-se que é um clã familiar, unido nos afectos e nos interesses, tendo a sua união a consistência de uma rocha, que os aglomera e protege. É essa, aliás, a função do clã.


Este é um casal, unido porventura pelo amor, mas sobretudo pelo seu destino de Poder. A vida como destino e obrigação de liderar outros, no tempo dos reis e grandes famílias. Talvez gostem disso.


O quarto desenho tem duas vertentes. A do casal que domina e orienta e a massa da população que obedece e segue, numa textura cada vez mais  fragmentada, quanto mais presos estão na matéria...


Por fim, um grupo de gente, sempre a mesma, que desempenha sucessivos papeis em vidas sucessivas, numa aprendizagem de autonomia. O grupo, surgindo em diferentes épocas e civilizações, mostra-nos a longa aprendizagem do ser humano, rumo à sagesse. Entretanto, são outros, sempre os mesmos, num nível mais apurado do Ser.


Bem, pode ser que este silêncio interior, que se instalou em mim, tenha florido e dado frutos, no decorrer da próxima semana. Assim o espero.


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