| A REFUNDAÇÃO DE PORTUGAL
A figura da rainha D. Teresa, mãe
de D. Afonso Henriques, foi quase postergada da história de Portugal. E,
todavia, ela teve um papel essencial na defesa do condado Portucalense. Depois
da morte do conde D. Henrique foi ela quem manteve a coesão e a independência
possível do território.
A sua figura foi de certa forma
diabolizada para exaltar o valor e prestígio do nosso primeiro rei, mas é ela
que está no impulso de independência. Diria que a ambição de D. Teresa era
ligar o condado Portucalense à Galiza. Pelo menos é o que me diz o conde D.
Henrique quando aponta, com o seu dedo indicador, a figura de D. Teresa. Ela é
que está na génese de todo o movimento de expansão e conquista. Claro que isto
é uma interpretação. Eu desenhei e pintei o que vi na tela. Será que tresli?
Será que projectei a realidade que desejava? Francamente, francamente, eu
estava à época profundamente empenhada no Portugal de então e aceitava como
boas, fiáveis, as informações dos historiadores que chegaram até nós.
A informação que me chegava
através do desenho era de um casal enamorado ou pelo menos de um homem
enamorado e de uma mulher terna que se rendia à situação. E veja-se que Teresa
era a mão esquerda de Henrique. A mão do coração. No lado oposto, vê-se uma
barca, de céu azul e sonho. Tareja está grávida. Henrique envelheceu. O futuro
vai chegar.
O Futuro ocupa a parte central
com a figura da rainha Santa Isabel e do Conde D. Henrique, cada um a ocupar
uma das faces de um cubo. A pedra da nossa fundação. Isabel entronca numa outra
personagem, a Infanta D. Maria, que haveria de nascer no século XVI. E agora
atrevo-me a dizer esta coisa louca, magnífica, fundadora, refundadora. A
refundação de Portugal assenta em três personagens: a Rainha Santa Isabel, o
conde D. Henrique e D. Maria, a filha de D. Manuel I. Uma trindade composta por
uma santa, um guerreiro e uma mulher que ao reino de Portugal sacrificou o seu
amor.
NOTA: Tudo isto vai ser
considerado uma grande loucura. Eu também acho que é. A divina loucura. Não
inventei nada. Recebi a mensagem. Estou a passá-la. Se não a aceitaram como
possível, não faz mal. Fui eu que a inventei.
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sábado, 7 de abril de 2012
A Descoberta
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