sábado, 10 de novembro de 2012

A Deusa Lunar



TRÊS MEIAS LUAS NO CÉU



Aconteceu nos primeiros tempos da minha descoberta, porventura em 1984/85. Devia estar de folga, mas não tenho a certeza. Recordo que já era noite cerrada, mas não deviam ser mais de 18 horas. Fui deitar-me na cama para descansar um pouco, antes do jantar: Então, senti a energia a percorrer-me o corpo. Fiquei quieta, a observar o percurso da energia borbulhante e quente.

Já me habituara a esse calor vivo a subir pela coluna e a espalhar-se pelo corpo, subindo à cabeça, como uma vibração, um latejar, uma energia viva a despertar e a trabalhar as minhas células. Nesse fim de tarde, princípio de noite, alguma coisa de diferente aconteceu. A energia latejante pareceu concentrar-se no meio do peito e depois começou a seguir na direcção dos meus braços que se abriram à largura da cama e eu senti, vi, o meu corpo transformar-se numa cruz de energia. Percebi então que o Ser Humano está crucificado na matéria e que aquela energia, que havia meses começara a percorrer o meu corpo, me viera libertar. Eu continuava a ter um corpo, mas algo desencadeara nele um processo de transmutação, talvez a preparar-me para o meu regresso a Casa.

Estive muito tempo como actriz e espectadora de um processo que intelectualmente desconhecia, mas que o meu corpo parecia estar preparado desde sempre para receber. A certa altura, levantei-me. Precisava de ar fresco. Estava frio, mas era um frio bom. Então olhei para o céu…

Olhei para o céu e vi três meias luas, com um grande rasto de luz. Fiquei ali, na varanda, não sei por quanto tempo, apesar do frio, a olhar essas inesperadas três meias luas no Céu, cheia da espanto, mas com a nítida sensação de que aquelas três meias luas estavam ali para serem vistas por mim. Melhor, para serem vistas por mim e por todos aqueles que estivessem a viver um processo semelhante ao meu.

Um dos meus filhos estava em casa, mas eu não o chamei para ver. Sabia que ele não iria conseguir ver e que se falasse da minha visão só o iria preocupar, pois inevitavelmente iria pensar que eu não estava boa da cabeça. Voltei à varanda mais tarde e os três quartos crescentes ainda estavam lá.

Nenhuma das três pessoas com quem podia então falar destas coisas me soube explicar o significado dessas três luas, que não mais voltei a ver. Pouco tempo depois, chegou-me às mãos um livro de Dalila Pereira da Costa, «Da Serpente à Imaculada», que me trouxe a explicação que procurava. Por ele soube que, no território que é hoje Portugal, se cultuou, em tempos antigos, uma deusa, conhecida pela Deusa Tripla Lunar, que era representada por três meias luas…

Será que eu vi a Deusa do Território? Será que Ela regressou? Que pretendeu dizer-me? Ao certo, ainda não sei. Só sei que a Deusa confirmou a minha ligação ao Território que é Portugal e ao sagrado.
Soube, agora mesmo, que a visão dessas três luas, tem ligações ao facto de ter visto as linhas de energia subtil que percorrem Portugal de norte a sul, nos primeiros mapas do Google do território português, em que também vi que, no Algarve, há também linhas de energia horizontais, que não encontrei no resto do País. Poder-lhes-íamos porventura chamar os caminhos da serpente, sendo grandes fluxos de energia. Também nesses mapas vi pelo menos dois grandes «ovos» de energia, entre Portugal e Espanha, na zona que antigamente se denominou Tartessos… Infelizmente, a minha amiga Fátima, que testemunhou essa descoberta, já não está cá para o confirmar.

Que posso fazer com este conhecimento, a não ser divulgá-lo?


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O PARTO DO FUTURO


Todos os seres humanos que, actualmente, se encontram no Planeta Terra, partilham de um tempo extraordinário. Extraordinário, mas não fácil, como cada um de nós o sente na pele, por um motivo ou outro. O Planeta entrou em trabalho de parto. De parto do futuro. Em 1990, escrevi um texto na revista do jornal Diário de Notícias, onde então trabalhava, em que antecipava o que agora está a decorrer. 
Fotocopio-o para poderem avaliar o que já então dizia, se quiserem.



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O NOVO FEMININO



 Trata-se pois de um regresso à Mãe, a uma ordem materna, em que o feminino tem de recuperar as suas qualidades intrínsecas e o masculino ultrapassar o gosto pela violência e pelo risco.

Isto não significa que os homens deixarão de participar na vida pública, pelo contrário. Tratar-se-á de uma mudança sobretudo de paradigma. De objectivos, de valores e de métodos e de reequilibrar a participação dos protagonistas, não da substituição de um sexo pelo outro na condução da causa pública.

Entretanto, segundo uma das minhas pinturas da mesma época, descobrir-se-á uma população até agora desconhecida que, porventura, vive em zonas do interior da Terra e que poderá ajudar a revolucionar a forma como vivemos.


É tudo isto um sonho onírico de quem tem muito tempo livre? Não. Na altura em que desenhei e pintei estes apontamentos gráficos, ainda cumpria um horário numa profissão muito exigente. Recebi um recado que tive, e ainda tenho, alguma dificuldade em divulgar. Embora já não me importe que possam dizer que tresli. Até acho graça.




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