TRÊS MEIAS
LUAS NO CÉU
Aconteceu
nos primeiros tempos da minha descoberta, porventura em 1984/85. Devia estar de
folga, mas não tenho a certeza. Recordo que já era noite cerrada, mas não
deviam ser mais de 18 horas. Fui deitar-me na cama para descansar um pouco,
antes do jantar: Então, senti a energia a percorrer-me o corpo. Fiquei quieta,
a observar o percurso da energia borbulhante e quente.
Já me
habituara a esse calor vivo a subir pela coluna e a espalhar-se pelo corpo,
subindo à cabeça, como uma vibração, um latejar, uma energia viva a despertar e
a trabalhar as minhas células. Nesse fim de tarde, princípio de noite, alguma
coisa de diferente aconteceu. A energia latejante pareceu concentrar-se no meio
do peito e depois começou a seguir na direcção dos meus braços que se abriram à
largura da cama e eu senti, vi, o meu corpo transformar-se numa cruz de energia.
Percebi então que o Ser Humano está crucificado na matéria e que aquela
energia, que havia meses começara a percorrer o meu corpo, me viera libertar.
Eu continuava a ter um corpo, mas algo desencadeara nele um processo de
transmutação, talvez a preparar-me para o meu regresso a Casa.
Estive muito
tempo como actriz e espectadora de um processo que intelectualmente
desconhecia, mas que o meu corpo parecia estar preparado desde sempre para
receber. A certa altura, levantei-me. Precisava de ar fresco. Estava frio, mas
era um frio bom. Então olhei para o céu…
Olhei para o
céu e vi três meias luas, com um grande rasto de luz. Fiquei ali, na varanda,
não sei por quanto tempo, apesar do frio, a olhar essas inesperadas três meias
luas no Céu, cheia da espanto, mas com a nítida sensação de que aquelas três
meias luas estavam ali para serem vistas por mim. Melhor, para serem vistas por
mim e por todos aqueles que estivessem a viver um processo semelhante ao meu.
Um dos meus
filhos estava em casa, mas eu não o chamei para ver. Sabia que ele não iria
conseguir ver e que se falasse da minha visão só o iria preocupar, pois
inevitavelmente iria pensar que eu não estava boa da cabeça. Voltei à varanda
mais tarde e os três quartos crescentes ainda estavam lá.
Nenhuma das
três pessoas com quem podia então falar destas coisas me soube explicar o
significado dessas três luas, que não mais voltei a ver. Pouco tempo depois,
chegou-me às mãos um livro de Dalila Pereira da Costa, «Da Serpente à
Imaculada», que me trouxe a explicação que procurava. Por ele soube que, no
território que é hoje Portugal, se cultuou, em tempos antigos, uma deusa,
conhecida pela Deusa Tripla Lunar, que era representada por três meias luas…
Será que eu
vi a Deusa do Território? Será que Ela regressou? Que pretendeu dizer-me? Ao
certo, ainda não sei. Só sei que a Deusa confirmou a minha ligação ao Território
que é Portugal e ao sagrado.
Soube, agora
mesmo, que a visão dessas três luas, tem ligações ao facto de ter visto as
linhas de energia subtil que percorrem Portugal de norte a sul, nos primeiros
mapas do Google do território português, em que também vi que, no Algarve, há também
linhas de energia horizontais, que não encontrei no resto do País.
Poder-lhes-íamos porventura chamar os caminhos da serpente, sendo grandes
fluxos de energia. Também nesses mapas vi pelo menos dois grandes «ovos» de energia,
entre Portugal e Espanha, na zona que antigamente se denominou Tartessos… Infelizmente,
a minha amiga Fátima, que testemunhou essa descoberta, já não está cá para o
confirmar.
Que posso
fazer com este conhecimento, a não ser divulgá-lo?
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O PARTO DO FUTURO
Todos os
seres humanos que, actualmente, se encontram no Planeta Terra, partilham de um
tempo extraordinário. Extraordinário, mas não fácil, como cada um de nós o
sente na pele, por um motivo ou outro. O Planeta entrou em trabalho de parto.
De parto do futuro. Em 1990, escrevi um texto na revista do jornal Diário de
Notícias, onde então trabalhava, em que antecipava o que agora está a decorrer.
Fotocopio-o para poderem avaliar o que já então dizia, se quiserem.
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O NOVO FEMININO
Trata-se pois de um regresso à Mãe, a uma
ordem materna, em que o feminino tem de recuperar as suas qualidades
intrínsecas e o masculino ultrapassar o gosto pela violência e pelo risco.
Isto não
significa que os homens deixarão de participar na vida pública, pelo contrário.
Tratar-se-á de uma mudança sobretudo de paradigma. De objectivos, de valores e
de métodos e de reequilibrar a participação dos protagonistas, não da substituição
de um sexo pelo outro na condução da causa pública.
Entretanto,
segundo uma das minhas pinturas da mesma época, descobrir-se-á uma população
até agora desconhecida que, porventura, vive em zonas do interior da Terra e
que poderá ajudar a revolucionar a forma como vivemos.
É tudo isto
um sonho onírico de quem tem muito tempo livre? Não. Na altura em que desenhei
e pintei estes apontamentos gráficos, ainda cumpria um horário numa profissão
muito exigente. Recebi um recado que tive, e ainda tenho, alguma dificuldade em
divulgar. Embora já não me importe que possam dizer que tresli. Até acho graça.





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