domingo, 30 de junho de 2013

A Mudança Global


A MUDANÇA AVANÇA POR TODA A PARTE


 

Rápido e em força, o vento da mudança chegou ao Brasil. Se alguém ainda tinha dúvidas de que o Planeta Terra entrara num ciclo de mudança, terá de parar para reflectir face ao que se está a passar no Brasil. O processo prossegue, como se se tratasse de fenómenos isolados. Surgem com força em determinada parte do Planeta e depois como que estabilizam, ainda que nada tenha ficado exactamente como antes, indo desencadear-se, de outra forma, num outro local.

Primeiro foi a Primavera Árabe e a crise nos Estados Unidos da América, que beneficiou do facto de ter moeda própria ou ainda andaria pelas ruas da amargura. Depois, a Grécia, a Irlanda, Portugal, Espanha, a Itália… Naturalmente, está a alastrar-se a outros países. É uma consequência do processo de globalização, dir-se-à numa primeira análise. Claro que é, também é, mas inscreve-se em algo mais vasto e profundo.

Quando um adolescente atinge a puberdade, o rosto como que explode em borbulhas no rosto, antes que a barba surja. O processo que está a desencadear-se no Planeta, ou mais concretamente nas sociedades humanas, é idêntico. Primeiro, começa com pequenas erupções, com as incomodidades inerentes, até que o corpo integre o processo da maturidade. Fazendo crescer a barba nos homens e os seios nas mulheres… Desencadeando os ajustamentos requeridos.

O processo da maturidade é idêntico em todos os organismos vivos. Nas sociedades, nos países, nos povos, todos eles organismos vivos a vivenciar um continuo processo de evolução. Até os animais evoluem e se adaptam às novas condições.

Todo o Planeta, o que significa dizer todos os Países e todos os Povos estão a evoluir e a adaptar-se a novas condições. Estão a preparar-se para o futuro que chega com a nova Era Cósmica, a despeito e para lá das vontades das populações. É um fenómeno global e mesmo os Povos que julgam estar a condicionar o futuro segundo os seus interesses, pelas reacções que desencadeiam estão, sem a consciência disso, a preparar o cadinho que vai permitir a transformação. Não há como escapar, mesmo para as sociedades mais organizadas e mais policiadas. É um devir que se está a construir a si próprio, para lá das boas e más decisões dos Povos. Para quem acredita, o que está a acontecer é como se, no cadinho que é o Planeta Terra, estivesse a preparar-se a «sopa» da Nova Civilização. E até os actos mais incongruentes e invasivos ou explosivos são o material necessário para acelerar a mudança.














Não valorizo mais uns acontecimentos do que outros, porque todos estão a preparar a mudança, Edward Snowden inclusivé, o espião americano ainda algures no aeroporto de Moscovo. Foi muito elucidativo ver Putin na televisão, a fazer um grande esforço para não se rir. Só que o processo também vai chegar a ele, de uma forma ou de outra. Chegou o tempo de tudo o que estava escondido vir à superfície. Até porque o conjunto da humanidade se vai tornar transparente e não haverá forma de continuar a esconder-se atrás da mentira. Não vai ser fácil para os países nem para os Povos, até que as pessoas se habituem e aceitem que se tornaram transparentes e que as verdades que receiam são as verdades que podem ver nos outros. Não vai ser fácil, não acham, quando de repente a Humanidade atingir o momento em que as suas palavras serão sempre vistas na verdade que pretendem esconder?

 Lembro-me que um dia, quando comecei a ver no papel o que deveria desenhar, percebi que existiu já e voltará a existir uma humanidade de pele transparente, que revela a si própria e aos outros aquilo que realmente é. Será que nos estamos a aproximar desse dia?!

O que pode assustar é o desaparecimento da aparência de seriedade das nações. Para já, pelo que revelam aqueles que tiveram acesso por dentro ao mecanismo invasivo dos jogos de poder, o que porão em causa a idoneidade dos Países e dos seus governantes, por mais respeitados que tenham sido até então. Uma coisa é certa: ninguém voltará a ver da mesma maneira a tão simpática figura do Presidente Obama. A ideia que se vai generalizar é que «são todos iguais», talvez uns mais iguais do que outros, como o vaticinou aliás, George Orwell.  E creio que foi também ele que disse: «Em tempos de embustes universais, dizer a verdade torna-se num acto revolucionário».

Estamos a viver tempos de uma grande complexidade, não há dúvida. Tempos em que parece já não haver em quem se possa confiadamente acreditar. Mas esse será porventura um passo decisivo para o crescimento colectivo da Humanidade.



A terminar uma questão:


                                          COMO AVALIAR CORRECTAMENTE AS PEÇAS DO PUZZLE?









domingo, 23 de junho de 2013

A Sacralidade Do Sexo


O SEXO INSCREVE-SE NA ESFERA DO SAGRADO


Dizer que o sexo se inscreve na esfera do sagrado é, porventura, tão escandaloso hoje como seria admitir, há cinquenta anos, a liberdade sexual da mulher. (Os homens sempre assumiram essa liberdade). Como é que se evoluiu, em meio século, de uma sociedade repressiva no que respeita ao sexo feminino, para uma atitude quase permissiva? A atitude hoje parece ser a de que há igualdade de direitos e ponto final.

Sou desde sempre a favor da igualdade de direitos entre homens e mulheres e dediquei mais de dez anos da minha actividade jornalística a defender essa igualdade. Isso não me inibe de colocar questões a mim própria e aos outros sobre os problemas que hoje são pertinentes. E de aprofundar aspectos que há 30 ou 40 anos não teriam muita razão de ser. Por exemplo: ter-se-á perdido alguma coisa de valioso e essencial nesta reforma de hábitos e mentalidades? Ou o que se adquiriu no novo tipo de relações entre os sexos é mais importante e valioso do que aquilo que se perdeu? Não temam. Não vou fazer nenhum discurso moralístico, mas lembrar que a banalização do sexo pode corresponder à dessacralização do Amor. E que sexo sem amor cria um vazio na alma, nas relações, na consciência do Ser, que nada pode preencher. Desenvolvendo ao mesmo tempo o egoísmo e a solidão de cada um de nós, ao não permitir a fusão que permite ao ser humano atingir a plenitude, ser ele próprio e o outro, o seu par, a fusão que todo o ser humano busca e que é, na meta final, a fusão com o Cosmos, a fusão com Deus.

Os antigos egípcios sabiam que o sexo é uma arte e uma oração. A arte da fusão com o outro e da procura da plenitude. Eram tão sábios os egípcios que tinham templos onde as sacerdotisas ensinavam a arte do Amor. Não eram prostitutas, como as que existem espalhadas pelo mundo. Eram mulheres que tinham sido iniciadas na Sacralidade do Sexo, tendo aprendido a buscar o divino na subtilização e refinamento do prazer. Talvez isto possa parecer chocante nos dias de hoje, em que se finge ignorar as mulheres que se prostituem pelos recantos de Monsanto ou pelo ermo das estradas ao longo do País.

Há uma educação profunda a fazer. Uma educação que implica o conhecimento da sacralidade do sexo. Quem alguma vez disse às mulheres (e aos homens) que o sexo permite atingir níveis próximos do Vazio/Cheio do Cosmos, quem o disse alguma vez aos Homens que através do sexo atingem fugazmente o Infinito, quem lhes falou alguma vez da sacralidade do sexo, tão sagrado que até permite a transmissão da Vida? Acho que todos nós só ouvimos falar de pecado ligado a sexo. Nunca de sacralidade. E, sim, o sexo é tão sagrado que todas as religiões o rodeiam de tabus, sem explicar os porquês. É altura de esclarecer a relação entre sexo e o sagrado, para nos sentirmos todos mais Humanos e mais filhos de Deus.

É tempo de tomar consciência e descobrir a sacralidade do sexo, o meio que o Divino nos ofereceu como dádiva para nos tornarmos criadores.


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O CÁLICE DA TRANSCENDÊNCIA E DA VIDA


O Ser Humano é um duplo cálice. Um cálice da transcendência e um cálice da vida humana. Referi-me acima ao cálice da Vida. Falarei agora do Cálice da Transcendência. O Cálice da Vida é o ventre, o sexo. O Cálice da Transcendência é a Cabeça.

Já uma vez publiquei o desenho desse cálice, na oportunidade documentado pela cabeça de uma mulher. Sim, a cabeça é o cálice, que só está pronto a exercer a tarefa para que realmente foi criado, quando o Cálice da Vida tiver sido finalmente sublimado. Então os dois cálices podem comunicar e preparar-se para exercer, realmente, a função para que foram divinamente criados, constituídos.


Creio que é o momento de falar disto, porque quando me sentei ao computador não sabia que assunto iria tratar e tudo se esclareceu quando coloquei as mãos no teclado. Não sei se é o tempo certo, sei que estou a ser levada a falar disto.

A cabeça humana é um mistério muito maior do que aquilo que já foi descoberto pelos cientistas. Creio que a nova humanidade que vai povoar o planeta Terra vai ter os dois hemisférios cerebrais igualmente activados, tendo-se concretizado plenamente a ligação entre ambos.

Ao que julgo saber, é um processo longo o da activação dos dois hemisférios cerebrais e só começa depois da activação da coluna vertebral e de ser activado o fogo do coração. O fogo do Amor Universal, que os Rosa Cruzes (de que não sei nada) ilustram com a rosa mística. A rosa no meio do peito.

Não sei se tem alguma utilidade comunicar isto e se pode ajudar alguém a perceber verdadeiramente o mistério da vida. Estou em crer que há imensas pessoas no Planeta a vivenciar este processo e que são elas que vão ajudar a Terra a instalar o novo paradigma, sem grandes cataclismos nem grande sofrimento. É, pelo menos, isso que eu espero e desejo de todo o coração.

Admito que haja gente no Planeta que gostaria de bloquear esta mudança de paradigma. Não me parece possível. Tudo vai acontecer como foi previsto desde sempre. Refiro-me aos ciclos do Tempo. Acabamos de sair do Kali Yuga. Entramos de novo na Idade do Ouro, em que a Humanidade e a Natureza se regeneram. Uma nova mentalidade vai eclodir no Planeta.

Estou a achar graça às minhas palavras. Pareço uma pitonisa e sou completamente semelhante a todos. Talvez mais estudiosa e atenta a certas realidades. Mas no resto completamente vulgar. Acho que as minhas palavras foram ditadas pelo solstício…

Até para a semana.

22/6/2013

Solstício de Verão








domingo, 16 de junho de 2013

Nós É Que Temos de Mudar



E TUDO MUDARÁ À NOSSA VOLTA...


Seria muito fácil se adormecêssemos uma noite profundamente e, ao acordar, no outro dia de manhã, nos sentíssemos todos, colectivamente, diferentes, mais perfeitos, melhores. Nesse despertar mágico celebraríamos então, conscientemente, e com alegria, o restabelecimento do Paraíso na Terra.

Infelizmente, não é assim. Nunca será assim? Não tenho a certeza. Não tenho certezas. Sei que gostaria que amanhã de manhã, depois de uma noite de sono profundo, eu pudesse acordar numa outra realidade. E que o meu despertar mágico fosse partilhado por toda a Humanidade.

Isto é apenas um anseio, um sonho, o desejo de alguém com a nítida consciência de que entrou numa outra Era Cósmica, mas que para já só vê à sua volta a estrutura social a desmoronar-se, no seu e em outros países, uma estrutura ainda comprometida com o velho paradigma, mas a ter cada vez menos consistência.

Entretanto, sei que, para que a Terra mude, nós teremos primeiro de mudar. Quando nós mudarmos, rapidamente, magicamente, tudo mudará à nossa volta! Quando é que isso acontecerá? Não sei. Não sei nada. Cada vez sei menos. Talvez seja isso que nos seja pedido: que cedamos, que deixemos de querer isto ou aquilo, ou isto e aquilo, condicionando o que se passa à nossa volta. Talvez, quando deixarmos de querer, então possamos criar um espaço em nós e à nossa volta, capaz de permitir que a nova realidade se instale. Para já, em redor de nós tudo parece estar a desmoronar-se. É insuportavelmente pesada a ambição e voluntarismo de uns a querer condicionar a realidade de todos os outros. Será sempre assim?

Uma coisa sei, entre a infinidade de coisas que não sei, é que as pessoas estão colectivamente a mudar, a tornar-se mais conscientes, não já somente apenas em pequenos focos localizados, mas por toda a parte. Parece que alguém acendeu um rastilho que está a alastrar por todo o mundo. Olhem à vossa volta e vejam. A Humanidade adormecida começa a despertar. A serpente telúrica moveu-se, ganhou novo poiso, novo ponto de irradiação, animando as correntes telúricas que são a alma da Terra e que o ser Humano inconsciente felizmente não pode manipular.  E essas correntes que estão a transformar a Terra, estão também a transformar o ser humano, porque a força é una e, consciente e inconscientemente, o processo está a desenrolar-se, porventura na dor, mas é na dor que o ser humano nasce, por que não haveria de ser em maior ou menor dor que o ser Humano vai renascer?

Estas são palavras que estão a ser escritas pelo Ser Consciente em mim e não por aquela que sou, quotidiana e vulgar. Tenho andado um pouco perdida nesta espuma de acontecimentos no meu País e no Mundo, sem perceber como é que tudo se vai articular e desta confusão que começa a instalar-se, destas verdades escondidas que começam a vir à tona, como é que de tudo isto vai nascer a nova realidade?

Reparem, há gente disposta a perder tudo para que a verdade nasça na espuma dos dias, a nova realidade, e sei o que os poderes instalados parecem não saber, e que é que esta nova forma de heroísmo é contagioso e que os governos como as pessoas vão, nas próximas décadas, tornar-se transparentes… Isto é, nada poderá continuar escondido! Também sei que não há forma de suster a avalancha de verdade que começa a percorrer o mundo e é ela que vai desencadear a transformação global, que terá pouco a ver com as estruturas de poder.

Reli o que escrevi atrás e algo em mim me diz que pareço uma tontinha lunática! Reparem, o que estou a tentar dizer é que, a partir de uma realidade objectiva, se pode dar o salto quântico para a nova realidade que está aqui, já instalada, só que ainda não visível, porque por enquanto só vemos o que estamos condicionados a ver. Lembrem-se, os povos das Américas não viram chegar os barcos dos navegadores (portugueses e espanhóis) porque não sabiam o que era uma galera. Os seus olhos não detectavam o desconhecido que estava no horizonte e se aproximava, sem que eles pudessem realmente ver, isto é reconhecer.

É o que está a acontecer connosco. A nova realidade já se perfila no horizonte. Já tem existência concreta, mas nós ainda não a conseguimos ver. Estamos submersos numa realidade por longo tempo construída e só continuamos a ver o que se assemelha às nossas construções mentais. Entretanto, a ordem estabelecida está a desmoronar-se. Estamos inundados por uma produção de que não precisamos e que julgamos ser o garante da nossa riqueza.

Eventualmente, só daremos conta quando as fábricas na Alemanha tiverem de parar por não conseguirem escoar a produção! E quem diz a Alemanha diz a França, os países nórdicos, tão aparentemente estáveis, mas cujas economias também já se começam a ressentir… A crise é global. Não se trata de uma crise económica, embora possa ter a sua aparência. É uma crise civilizacional, uma crise de paradigma, de mentalidades, que têm de mudar. E cada Povo vai ressurgir, diria até renascer, no seu melhor. Todos somos diferentes e iguais, E cada Povo tem um contributo precioso para a construção de um Novo Mundo.

O que está a ser pedido a cada um de nós é que sejamos o que somos na nossa verdade fundamental. Todos diferentes e iguais, na grandiosa riqueza da diversidade. A cigarra terá sempre um papel a desempenhar na vida da formiga. A nova realidade, isto é, a nova organização social, está pronta e prestes a manifestar-se. A geração que parece condenada a não ter trabalho é a que vai mudar as regras da nossa civilização, quase simultâneamente, surgindo inesperadamente nas diversas partes do mundo. Essa geração é constituída pelos arautos do futuro, tendo cada um dentro de si um sonho, uma ideia, que tem vindo a fermentar e vai fazer-se ouvir em todos os cantos do mundo.

É, pelo menos, este o meu sonho. Aquilo que julgo saber. Mas talvez esteja simplesmente a sonhar ou a inventar… A realidade próxima o dirá.




  

sábado, 8 de junho de 2013

Um Privilégio da Vida


VIVER TUDO E EXPERIMENTAR TUDO


As nossas vidas são demasiado curtas para termos verdadeiramente uma perspectiva do significado daquilo que vivemos e o porquê de certos acontecimentos, que desabam sobre nós e tudo modificam, muitas vezes o nosso próprio ser e, infelizmente, nem sempre para melhor.

A minha perspectiva é que a Vida é uma aventura que nos é propiciada viver, tendo como objectivo último, e só raramente percebido, o apuramento do Ser, no seu melhor.

Todos somos o que fizemos das nossas vidas, das circunstâncias que criamos ou que nos apanharam, muitas vezes sem nos apercebermos, verdadeiramente, o que desencadeou o rumo que tomamos, embora sempre tenhamos sido responsáveis pelas situações em que nos encontramos, tenhamos ou não consciência disso.

Pessoalmente, acredito que o que somos hoje é o resultado do que fomos em outras encarnações e, simultâneamente, do que escolhemos experienciar ou reparar na vida actual. É esta a nossa responsabilidade e o nosso privilégio, que torna cada dia de vida como uma magnífica oportunidade de nos ultrapassarmos, de sermos o que somos realmente no Infinito de que fazemos parte.

Resolvi hoje escolher três desenhos que reportam aspectos da vida da mesma personagem em outras tantas encarnações. A figura principal é um homem, o mesmo homem, em três fases da sua evolução.

Que nos conta o primeiro desenho? O drama de um homem que se deixou encurralar pelo amor a uma mulher, que não o ama ou que o ama da forma desprendida de quem pode ter simultâneamente vários amores, Ele sofre, acorrentado a uma morte em vida, preso num sem-sarcófago, porventura inspirado na civilização egípcia.

Francamente, não sei exactamente o que significa nem porque fui levada a desenhar este par tão pouco em sintonia.


O mesmo par surge, no segundo desenho, em outra civilização e num outro jogo de vida. A mulher leviana do primeiro desenho apresenta-se aqui como um ser construído e cheio de serenidade, aceitando ou ignorando a segunda mulher, que introduz a mão na bolsa do homem, então indiferente ou superior à situação, que reconhece, mas não o afecta.


Finalmente, no terceiro desenho o homem como que completou a sua aprendizagem e assume então o papel de guia. Pelo caminho ficaram múltiplas experiências, múltiplas parceiras da aprendizagem da Vida e do Ser, cada uma com a parte do ensinamento que há a experimentar e integrar. Em resultado das múltiplas vivências e do apuramento do ser que acabaram por induzir, este homem tornou-se um guia, acima das contingências.


Todos nós passamos por estas diversas aprendizagens, tantas vezes quantas as necessárias para integrarmos as qualidades que nos permitam avançar na escala da evolução.

É muito triste verificar que a maior parte da humanidade continua crucificada na experiência do Ter. E o mais dramática é que não tem consciência disso.


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EXORCIZAR FANTASMAS…


 Tinha resolvido não falar hoje de política. Mas como me veio ter à mão um desenho que julgo reproduzir a imagem de Salazar e do cardeal Cerejeira, personagem que serviu sempre para sancionar as políticas do «ditador», não resisto à tentação de deixar aqui este apontamento. Talvez como forma de exorcizar fantasmas ou de tomar consciência de como eles ainda hoje nos perseguem, prontos a enraizarem-se, se os deixarmos…



domingo, 2 de junho de 2013

O Que Fez Tudo Quanto Quis



QUANDO PROJECTEI D. DINIS NAS PÁGINAS DE UM JORNAL

Houve tempo em que vivi apaixonadamente a compulsão que me levava a desenhar. O detonador era simplesmente o facto de começar a ver aparecer no papel as figuras que projectava. Em qualquer papel. Algumas vezes, em papel de jornal. Também via as figuras projectadas em paredes brancas, como creio já ter dito aqui há cerca de um ano, mas nesse caso nunca me atrevi a gravar na parede o que via, até por uma questão prática: se me aproximava da parede deixava de projectar. Enfim, nunca me ocorreu sequer rabiscar a parede. Só agora penso nisso…

Também só hoje admiti realmente a hipótese de mostrar dois dos desenhos que desenhei projectando no jornal «Expresso», de que não sei a data, porque recortei os desenhos, sem me lembrar sequer desse importante pormenor.

Sentei-me, de manhã, ao computador e não tive a coragem de avançar com a ideia. Escrevi, sim, mas sobre outra coisa totalmente diferente.  Agora, a meio da tarde, voltei a sentar-me ao computador. Quer dizer: este é o segundo texto que escrevo hoje. O primeiro pode ser que ainda venha a ser utilizado hoje se, à última hora, decidir que não devo publicar o que agora, finalmente, estou a começar a escrever.

Espero que não caia sobre mim nem o Carmo nem a Trindade. Eu não desenho o que quero, mas o que vejo. As leituras que faço são meras leituras de uma parte de mim, que parece saber muito menos do que aquela parte que desenha. Não é um jogo, mas parece. E tenho de confessar que me diverte esta duplicidade: a de desenhar o que não sei e depois interpretar como se soubesse. Confesso, a minha vida ganhou outra cor, tornou-se muito mais empolgante desde que passei a desenhar o que vejo projectado no papel por uma parte de mim que sabe muito mais do que eu.

Bem, toda esta conversa é um andar à volta de mim mesma à procura de encontrar finalmente a coragem da decisão. Que está tomada. Vou mesmo avançar. Não consigo resistir ao desafio, sobretudo depois de ter visto o Dr. Mário Soares na Aula Magna a dinamizar a esquerda, contra este Governo, que a população não quer. Não quer!


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IMAGENS DE D. DINIS E D. ISABEL

Vou começar por mostrar alguns dos desenhos que desenhei, nos anos 80, numa entrevista que o Expresso fez ao Dr. Mário Soares, durante o seu primeiro mandato como Presidente da República.

Lembro-me que foi depois de almoçar que me sentei no sofá para ler a entrevista e que, a certa altura, comecei a ver imagens nas fotos que a ilustravam. Fui buscar um lápis e comecei a desenhar.  Mais do que fazer interpretações vou tentar mostrar, um a um, os desenhos, à volta de duas fotos, no fato, na camisa, numa das mãos, no rosto. É provável que houvesse mais fotos, mas foi nestas que desenhei e são estas que guardo.

Vou então mostrar, como se fosse banda desenhada, o conteúdo dos desenhos.

1- O rei D.Dinis e a Rainha Isabel de Aragão,
 que depois foi considerada santa, e gente da sua corte.
2- A rainha, de costas voltadas,
 e duas das suas damas

3- Sobre o pullover, de novo Isabel, profusamente desenhada.
É estranho mas há um retrato também sobre o coração....

A segunda foto tem mais secções:

Ao alto, à esquerda: D. Dinis e Isabel jovens e belos...
Ao alto, à direita: De novo Isabel,
 de rosto encostado em D. Dinis,
 já com a pomba pousada na cabeça
Na mão direita: Uma corte feminina muito vasta, que faz jus à fama de D. Dinis.
No casaco é a figura da Rainha Santa que predomina...

E depois, na camisa e na gravata, aspectos da vida de um rei,
que fez tudo quanto quis...

Por último, a imagem da testa, onde se vê aberta a estrela da terceira visão...


 A terminar, repare-se nas duas fotos que ilustraram a entrevista de Mário Soares ao Expresso, há cerca de duas décadas.



 Pergunto: será que estes desenhos terão a ver com alguma possível realidade vivida há cerca de seis séculos?

Ou vi só o que a minha imaginação projectou?

Francamente, não sabia que tinha tamanha imaginação… e avaliando o impacto que possam ter os desenhos, acho que tanto podem ser levados a rir ou ser considerados como a expressão de uma possível realidade. De qualquer das formas, não ofendem ninguém, pelo contrário. E se tentarmos a comparação, talvez como D. Dinis Mário Soares fez tudo quanto quis. Ou quase…





domingo, 26 de maio de 2013

Mudança de Paradigma


CONHECIMENTO

Será que cada um de nós traz um conhecimento, gravado no seu cérebro e nas suas células, à espera de ser descoberto?


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A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO

O que vou dizer não é novo, mas um estranho silêncio se abateu e parece ter apagado ideias de há cerca de vinte anos atrás. Começou a falar-se então de que, num futuro próximo, o trabalho versus emprego iria escassear. Lembro-me de ter feito uma entrevista a uma das personalidades que participaram numa Conferência Internacional, creio que denominada Conferência de Lisboa, em que se apresentaram soluções organizacionais das sociedades para um futuro próximo.                    

A propósito dessa conferência fiz uma entrevista ao Dr. João Caraça, então director do Serviço de Ciência da Fundação Calouste Gulbenkian. Entrevista que recordo como uma nova visão das sociedades a existir num futuro próximo e do novo tipo de relação do ser humano com o trabalho.  Segundo a previsão dos especialistas, que se reuniram em Lisboa, a humanidade em breve iria passar a trabalhar menos horas e menos dias por semana, porque a maior parte do trabalho seria realizado por máquinas. As pessoas seriam especialmente subsidiadas para protegerem a sua saúde, ocuparem os tempos livres e aprofundarem os seus conhecimentos, ao longo da vida. Seria, finalmente, uma vida realmente humana.

A perspectiva poderá parecer idílica, mas os congressistas que vieram a Lisboa debater estas ideias eram cientistas de renome, que assumiam a tarefa de preparar as sociedades para as mudanças que se avizinhavam.

Vinte anos depois, que balanço podemos fazer? Uma parte da mensagem dos congressistas concretizou-se. Não há trabalho para todos, na Europa como nos Estados Unidos, porventura em outros lugares do mundo. É um dado adquirido, que devia ser oferecido à humanidade como uma benesse. Mas não é. E não é, porque o grande capital, o conjunto dos que continuam a garantir o mecanismo da produção, escolhem continuar a encher o seu pote de oiro, enquanto condenam ao desemprego, que é o mesmo que dizer à fome e à miséria, uma parte substancial da humanidade! Aonde é que isto nos levará? Os levará? Que pode sair daqui? Francamente, francamente, não há nada mais explosivo do que uma população sem rendimento nem trabalho. A fome, salvo raras excepções, não é boa conselheira, como todos sabem. É o barril de pólvora mais explosivo que se possa imaginar.

Este é o panorama. Chegamos ao ponto em que os cofres fortes dos paraísos fiscais vão ser abertos, em que a verdade das fortunas acumuladas vão ser reveladas, tudo isto agora, numa altura em que o tempo se cumpriu e uma nova realidade se está a instalar, vinda de uma força superior, que ninguém pode suster.

 O Tempo Cumpriu-se. A Idade do Oiro começou. Não importa que se acredite nisto ou não. Importa que a Vida flua e espalhe as modificações que têm de se instalar. E não haverá choro nem ranger de dentes. Porque, simplesmente, o Ser Humano evoluiu. Está a evoluir. E vai ser tudo isto AGORA. 

 PS: A propósito, leiam no Expresso desta semana: «Investigação internacional às offshores revela ligações a Portugal»… Ou uma das formas de permitir que o que tem estado escondido passe a ser revelado.


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PODEREMOS NÓS VIVER SEM DINHEIRO?

 Estamos tão habituados a usar o dinheiro como moeda de troca, que poderá ser considerada irrealista a possibilidade de as sociedades humanas poderem algum dia sobreviver sem dinheiro. E, todavia, ainda não há muitos séculos, as sociedades mantinham sistemas de trocas que lhes permitiam sobreviver sem ter obrigatoriamente de usar o dinheiro nas suas trocas diárias. As sociedades rurais podiam facilmente trocar meio quilo de cenouras por um quilo de batatas ou uma galinha por um coelho…

Claro que, na nossa actual sofisticação, este sistema de trocas parece à partida um absoluto atraso de vida. Quem o quererá adoptar? No entanto, essa experiência está a ser levada a cabo, em várias partes do mundo, por gente com formação e nível intelectual elevado, que começa a abrir brechas no actual sistema de vida e de trocas. Gente que podendo leccionar em Universidades,  recusa e aceita somente fazê-lo em determinada disciplina, que porventura lhes permitirá receber o mínimo que precisam para sobreviver. E esta escolha permite-lhes usar todo o seu restante tempo em pesquisas que realmente os apaixonam, segundo o ritmo e a orientação que se lhes adequa e acham melhor. Ainda há dias tomei conhecimento de um caso desses pela Internet. Eventualmente, muitos outros estarão a fazer escolhas semelhantes, sem o publicitarem.

Quer dizer; é possível viver de maneira diferente! Rodeados por solicitações por todos os lados, poderemos começar a viver com mais frugalidade, Porquê? Porque há que fazer uma mudança de paradigma, sem ficar à espera da mudança que começa a desenhar-se no horizonte, como forma de pressão.

Reparem: a experiência que o grande capital ensaiou no sistema bancário em Chipre foi uma amostra do que poderá estar a preparar-se para ser aplicado em grande escala.  E não faço aqui considerações de valor. Não importa como o sistema vai mudar. Importa que mude segundo o interesse da maioria e não para beneficiar os grupos que se aproveitaram do conhecimento dos mercados para os manipular a seu favor. E a forma mais correcta e criativa que pode encontrar-se é deixar claro que os jogos do Poder e do dinheiro não passam de jogos de faz de conta, que só valem na medida em que a sociedade os validar. A partir do momento em que uma maioria diga «não queremos ir por aí», que é o mesmo que dizer «só têm poder na medida em que nós o confiramos», a partir daí há condições para que o equilíbrio ganhe outra expressão e outra força.

O ser humano é uma eterna criança, sempre à espera do brinquedo novo com que se possa entreter. Pode ser um iPad ou um avião supersónico, ambos expressões de uma lógica que pretende afastar o ser humano de si mesmo e da imensidão que guarda em si. Podemos distraí-lo a partir do exterior, ou revelá-lo a si próprio a partir do seu coração. O coração que bate no meio do peito e pode brilhar numa chama de grande esplendor.
Acho que não consegui dizer o que pretendia dizer. Talvez ainda não esteja pronta. Ficará para uma próxima vez.


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O TRABALHO COMO CASTIGO OU O TRABALHO CRIADOR?

O Catolicismo ensinou-nos desde crianças que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso e condenados a ganhar o pão com o suor do seu rosto.

Desde crianças que fomos levados a considerar o trabalho como um castigo. Será? Ou foram os homens que lhe deram essa conotação e criaram as condições para que ele não fosse uma actividade lúdica, mas um fardo pesado?

Não. O trabalho não é um castigo, mas as condições em que é executado é que podem ser consideradas como tal. E isso não resulta da maldição divina, mas da ganância do ser humano, que dá más condições de trabalho aos seus ajudantes, em benefício próprio, para ter mais lucros. Podendo sempre utilizar o álibi da Bíblia.

O trabalho, todo o trabalho pode ser uma manifestação da criatividade humana. A maior parte é uma estopada, em resultado da configuração social, para acentuar a diferença entre o senhor e o que trabalha, o escravo, numa conotação pejorativa. Há trabalho que é uma pura perda de tempo, que só serve para tornar as pessoas mais obtusas e revoltadas. E depois, há o Trabalho que permite as pessoas crescerem dentro de si, aprofundarem o conhecimento que trazem gravado no seu cérebro e nas suas células, à espera de ser descoberto. Esse trabalho é uma epifania. É esse o trabalho criador, seja qual for a expressão que tenha, é esse que liberta o Divino no Homem, permitindo-lhe finalmente reconhecer-se.

E esse o trabalho que espera o ser humano no Novo Tempo. Esse que nos permitirá a todos sermos o que somos: Criadores.





domingo, 19 de maio de 2013

Uma Mudança Planetária




A GRANDE VIRAGEM ESTÁ EM CURSO

Ainda que a não consideremos como tal, a Grande Viragem já está aí a infiltrar-se nas nossas vidas, de forma mais ou menos profunda. É inelutável. Quer queiramos ou não já está a acontecer e não é só aqui, mas em todo o Planeta. A Idade do Ouro chegou, mas para ter espaço e ganhar forma tem de derrubar a estrutura da civilização em que nascemos e que a mudança do Kali Yuga para a Era do Aquário condenou a desaparecer. Não é um processo fácil. Nenhum de nós renuncia facilmente ao conhecido, quando à sua frente surge a grande incógnita de uma nova forma de viver.

Ainda que possamos estar avisados, o futuro de cada um de nós passou a ser percepcionado segundo parâmetros de grande incerteza. Como é que vamos sobreviver num planeta em que a ordem conhecida iniciou um processo de transformação? Como é que vamos sobreviver num mundo em que os fundamentos e os pressupostos que nos pareciam garantidos de repente desapareceram ou estão prestes a desaparecer? Por exemplo, os nossos depósitos bancários acima de 100 mil euros?! Que vento de loucura é este? Poderão muitos de nós perguntar.

Sim, é um vento de loucura tão grande como o que levou alguns poucos de nós a acumular incalculáveis fortunas, em comparação das quais esses 100 mil euros são uma migalha.  A desigualdade entre os seres humanos a nível do Ter é tão grande que, se tivéssemos o discernimento de olhar de fora para esta situação, veríamos que a ordem que permitiu o aparecimento de consecutivas civilizações assentou sempre no domínio, quase sempre brutal, de um pequeno grupo sobre a maioria. E o percurso que cada um de nós percorreu, ora no papel do senhor todo poderoso, ora no do súbdito servidor ou no do escravo mostra a desigualdade em que tem assente sempre ou quase sempre a ordem em que se têm desenvolvido as consecutivas civilizações. Para que a aprendizagem seja completa, cada um de nós teve que vivenciar tudo, do poder absoluto à escravidão mais ignóbil, da alegria vitoriosa à mais profunda dor.

 Agora, vivemos uma época de transição e as épocas de transição são sempre muito dolorosas, sobretudo para aqueles que não querem mudar nem que nada mude à sua volta e escape ao seu domínio. Enfim, estamos a viver tempos interessantes, se em vez de nos deixarmos apanhar pela fúria da onda, que tudo arrasta, nos posicionarmos num plano de espectador e, sobretudo, na tarefa do bombeiro disponível para acorrer aos pontos onde a catástrofe atingir maiores proporções.

 Não, nada disto é o fim do mundo, mas o fim de um mundo onde coexistem o maior esplendor e a mais profunda miséria. A virtude está sempre no meio, segundo a sabedoria dos mais velhos. Isto é, no equilíbrio, que não tem forçosamente de ser coordenado por qualquer partido político, embora estes possam eventualmente continuar a ter um papel.


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ARAUTOS DO FUTURO

Ocorre-me que estamos no ano zero de um Novo Tempo. No momento em que o magma se mistura, bom e mau, para fazer surgir uma nova realidade. Eu acho que essa nova realidade está a ser trabalhada no plano das ideias, mas também dos sentimentos. É uma nova realidade a ser construída com o melhor dos sonhos de cada um de nós. Sinto-a como um magma sem corpo, suspenso porventura no astral, e que irá descer conforme a disponibilidade das pessoas para o acolherem no seu sonho.  Sabem como pode acontecer? Os Países, de repente, podem parecer todos desregulados e na iminência de uma catástrofe planetária. Mas não é uma catástrofe, é um Parto, O Parto do futuro. Há sempre dor num parto, não é? Mas é um processo que, no tempo cósmico, é sempre muito reduzido. E a criança nasce. É isto que estamos a viver.

 Desde 1986 que sei que a Terra está grávida. Um dia fui a casa de uma amiga e vi lá um quadro de cariz religioso, talvez do século XVII ou XVIII, não perguntei, que mostrava a Terra grávida, com o filho prestes a nascer. Então soube que o que eu julgava saber não era uma invenção minha e fora já sonhado por outros, séculos atrás. A diferença é que eles viam o futuro e eu sentia que iríamos ser confrontados com esse facto no presente. Também já então antecipava que a criança a nascer era uma outra forma de o ser humano ser e viver no planeta Terra.

Isto de que lhes falo é um processo em curso, que está a desenrolar-se paulatinamente.  Crianças que nasceram nas últimas décadas vieram preparadas para introduzir a mudança e estão espalhadas pelos diversos países do mundo. Quando chegar o momento elas vão aparecer com novas ideias, diferentes necessidades e capacidades de implantar no mundo uma nova visão. Isto é, uma nova forma de ser, de estar e de se relacionar com o planeta e os outros. Só posso desejar que a sua influência comece a fazer sentir-se no mundo o mais rapidamente possível  E, nesta perspectiva, os jovens portugueses que foram e estão a ser obrigados a emigrar, como tantos outros de outros países, eles vão ser os iniciadores no mundo da Nova Civilização.  Eles são os Arautos do Futuro.  Orgulhemo-nos deles.



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UM GOVERNO ZOMBIE

 Chegada a este ponto, descubro que o que escrevi hoje já não tem em conta o Governo que ainda nominalmente nos governa ou deveria governar. Foi como se ele já não existisse. Será que existirá? Que tem um propósito colectivo ou é uma manta de retalhos em que cada um puxa para o seu lado? Infelizmente, Passos Coelho fez tudo para merecer isto. Já nem me apetece criticá-lo. Lamento-o e ao facto de estarmos nesta embrulhada. Até porque a sua ideologia política está desfasada dos novos caminhos que o Planeta tem a percorrer.


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FALTA CUMPRIR PORTUGAL

Por muito que saibamos, nada sabemos dos mistérios da Poesia e do Mundo. Fernando Pessoa escreveu que «Falta Cumprir Portugal» e, na alma de cada português há, na realidade, essa sensação.

Entretanto, há uma pergunta pendente: que será isso de cumprir Portugal? Não fizemos os Descobrimentos, não demos Novos Mundos ao Mundo, segundo os Poetas? Que nos falta fazer afinal? Entregar-nos «à nossa apagada e vil tristeza» como a denominou Luís de Camões?

Sinto que tudo está em aberto. Sinto que os portugueses  podem estar a fazer, sem nada fazer, no não fazer espiritual. Vejo quase diariamente que um português deu um novo contributo para um mundo melhor, frequentemente numa nova descoberta científica.

Porque o Mundo precisa de nós, daquilo que trazemos na nossa Alma e no nosso Sonho, exorto os Países que estão a acolher estes Meninos de Oiro, que saem de Portugal para fugir à crise, a que lhes dêem todas as possibilidades de pôr no concreto o Sonho que trazem dentro de Si. Toda a Humanidade terá a ganhar com isso!