domingo, 3 de fevereiro de 2013

Arautos do Futuro



AS CRIANÇAS ÍNDIGO VÃO MODELAR O FUTURO


As crianças índigo cresceram. São elas que vão modelar o futuro. Qual será a quota parte de portugueses nessa tarefa? Não importa quantificar. O que importa é que essas crianças, agora adultas, tenham acesso ao futuro que trazem dentro de si e o saibam modelar no concreto.

Já aqui mostrei o meu desgosto por ver a melhor e mais bem preparada juventude portuguesa, que até hoje tivemos, ser compelida a emigrar. Tinha razão ao nível dos afectos e do concreto imediato. No plano mais profundo, ao nível da «máquina» que faz mover o mundo, eu não mostrei a mínima sabedoria. Devo dizer, sou solidária com todas as mães que choram a ausência dos filhos, mas sendo-me dado pensar para lá das razões imediatas, atrevo-me a dizer-lhes que sequem as suas lágrimas e se alegrem, porque os seus filhos vão participar, de forma activa, na mudança mais radical a que o planeta há muito não assiste.

Ainda que o não saibam, acho que os jovens índigo, seja qual for a origem, têm a responsabilidade de se espalharem pelo mundo,  com o objectivo de testemunhar e dizer, talvez com espanto, «o Rei vai nú!». Sim, esta civilização chegou ao ponto de viragem. Seres, mulheres e homens, bem preparados tecnicamente, com o super avit de terem sido modelados pelo mundo dos afectos, foram levados a sair do seu país e a espalharem-se pelo mundo para se consciencializarem dos problemas e fazerem ressoar o alerta. «Parem, olhem à vossa volta, estamos a suicidar-nos colectivamente».

 O Planeta, como ser vivo que é, tem em curso um processo radical de auto-limpeza que vai permitir-lhe sobreviver à nossa loucura, ao nosso egoísmo, a esta civilização do Ter, mas que pode esmagar-nos na convulsão espasmódica da Natureza. Ou esmagar muitos de nós.
Os sistemas auto-regulam-se. Se não conseguirmos parar a loucura do Ter, o planeta vai inevitavelmente criar condições para nos retirar de uma abastança egoísta e mal distribuída.
 O jogo das bolsas e dos mercados pode colapsar de um dia para o outro e aqueles que organizaram a sua vida na segurança do dinheiro, poderão chegar brevemente a um tempo em que essa abastança artificial, esse jogo de dinheiro fazer dinheiro, deixe de funcionar. Não sei como vai ser nem quando, mas sei que vai ser. Brevemente.

 A Humanidade mergulhada nesta loucura está, contraditoriamente, a começar a perceber que este jogo já não lhe serve, que precisa de se reinventar. E para isso muito está a contribuir os jogos de abastança e penúria, criados artificialmente pelas forças económicas que manipulam o mundo.  Eles próprios estão a auto-destruir-se. E felizmente não são suficientemente inteligentes para o perceber.

Certamente, já não vou assistir a este salto quântico da humanidade, mas o importante é que ele se dê. O mais rápido possível.  Quanto mais tarde maior será o sofrimento.

Há quem diga que o Planeta vai expandir-se, crescer. Quanto a isso nada sei, a não ser o que tenho lido. O que sei é que os jovens portugueses que foram obrigados pelas circunstâncias internas do País a abandonar o País onde nasceram, e ainda que não tenham consciência disso, estão a levar ao mundo a riqueza e beleza da sua humanidade. E o jeito português de resolver situações, que só a profunda sabedoria que não se aprende nas escolas e que os portugueses têm, pode fazer encontrar soluções aparentemente simples, mas absolutamente inovadoras. É este o dom dos portugueses, que tem sido muitas vezes ignorado, que vai ajudar a transformar o Mundo.

Esta civilização, que se orgulha das suas elevadas proezas técnicas, abriu a Caixa de Pandora. Os tempos que se aproximam não serão nada fáceis a nível mundial. Recordo aqui uma notícia do jornal Expresso, de Janeiro passado, que afirmava que «cerca de 97% da superfície da camada de gelo que cobre a Gronelândia derreteu durante o mês de Julho do ano passado» E afirmava que: «este degelo foi o mais vasto de que há registo nos 30 anos de observações de satélite da ilha»,  conforme  o alerta divulgado pela NASA.

Naturalmente, um acontecimento como este acaba por ter reflexos no equilíbrio do Planeta. O mais evidente é que as águas subam e acabem por submergir terra possivelmente habitada, com as consequências previsíveis para o ser humano. Este é só um exemplo do que pode estar para vir e não é minha intenção apresentar um panorama catastrófico. Mas é da mais natural prudência que se modifique a nossa relação predatória com o planeta. Para já, os problemas têm acontecido no outro lado do mundo, mas até a Portugal já chegaram ventos ciclónicos, como não tinha ouvido na minha já assaz longa vida.

Já agora, uma última observação. Seria bom que os portugueses espalhados pelo mundo falassem Português sempre que as circunstâncias lho permitam. Porquê? Porque a ressonância da língua, que é música, tem o dom de se espalhar pelo espaço circundante e tocar a alma e sensibilidade dos que forem receptíveis. Sem intervir directamente, estarão a aumentar a vibração de outros seres humanos. E tudo no Mundo é Vibração. A Voz, o Ser Humano, o Vento, a Música que percorre o Universo e que, por enquanto, só alguns ouvem.
Desde os ventos ciclónicos de há semanas, pode ouvir-se, de noite, um som de uma única nota, que se repete. A substituir os carrilhões que faziam vibrar o ar noite dentro?


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PÁSSARO EM VOO ENTRE MAR E CÉU



É com alegria que registo aqui o facto de Portugal ter apresentado ao Comité Internacional da UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, e Cultura, em Paris, a candidatura da Arrábida a Património Mundial da UNESCO.

Sabiam que, na Arrábida, sobrevivem plantas dos primórdios do planeta e que não existem em mais nenhum lugar? Os locais onde sobrevivem não são revelados para que os predadores não as destruam. E os predadores seriam os humanos que as comprometeriam com a sua curiosidade.

Tentei pintar, em 1990, o Convento da Arrábida. Para meu espanto, verifiquei que o convento assenta numa extensão de terra, que se assemelha a um pássaro em Voo, entre Mar e Céu.
Guardo há dezenas de anos um pequeno bloco de pedra que é, para mim, a imagem viva da Arrábida. Ainda tem musgo seco… Deu-mo o motorista do jornal onde eu trabalhava, que a encontrou no chão, numa altura em que fomos fazer uma reportagem do convento.

Falava-se então que o duque de Palmela o poderia vender a um grupo que pretenderia fazer ali uma pousada. Tenho a pretensão de pensar que o que escrevi então pesou na decisão de vender o convento e a área envolvente à Fundação Oriente. Mas creio que ainda lhe não está a ser dado o aproveitamento adequado…

 Que poderá ter a ver com esse voo entre Terra e Céu.



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