NA
AURORA DE UM NOVO TEMPO
Um ano acaba. Outro começa. Sempre foi assim. Sempre será
assim, ainda que num futuro próximo nos venhamos a deparar com mudanças
substanciais, tanto na estrutura do Planeta, como na organização social da vida
humana. Aliás, não será mais do que tempo de mudar colectivamente uma estrutura
social assente na base de uma profunda desigualdade? Não será mais do que tempo
de pensarmos a organização social de forma a que cada um de nós possa realmente
desenvolver os dons com que a natureza nos dotou, não só em benefício próprio
ou dos que sabem mover os cordelinhos, mas de todos colectivamente? O que fica
desde já em aberto é a possibilidade de, ao nascer, cada ser humano ter a
possibilidade de encontrar a organização adequada à descoberta e aplicação dos
seus sonhos e potencialidades.
Velhas profecias, que andavam de boca em boca, diziam: «a
dois mil chegarás, de dois mil não passarás», lembram-se? Entretanto,
caminhamos já há doze anos parda lá do ano dois mil. E como parece gostarmos
muito da incerteza e da aflição, estamos agora à porta de uma outra data
limite, assinalada no famoso calendário Maia, que aliás não diz em parte
nenhuma que se trata do fim do tempo, mas do fim de um tempo, simplesmente. Do
fim de um ciclo. Os ciclos dos calendários que temos sobre as nossas secretárias
só nos dão a perspectiva de um ano e mais dois meses de cada vez… A nossa
perspectiva foi sempre muito reduzida, não acham?
Os Maias tiveram a grandeza de fazer o calendário de um
ciclo de tempo. Será que os nossos astrónomos inventaram algo de semelhante em
relação ao tempo que temos à nossa frente? Não me consta. Será porque estão à
espera do fim dos tempos ou porque não têm o nível de conhecimento astronómico
que tinham os maias? Ou, simplesmente, porque não tem parecido útil
fazer um calendário dos milénios futuros…
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VIVER
ESPLENDOROSAMENTE NO AGORA
Que a vida é incerta, todos nós o sabemos. Podemos estar
mortos amanhã? Sim, pode acontecer, por qualquer imponderável cósmico ou,
simplesmente, em consequência de uma doença súbita ou de um inesperado acidente
na estrada. Ou o que cada um quiser imaginar.
Porque a Vida é incerta, porque nada nos garante que
chegaremos a amanhã, e para lá de todos os problemas que temos de enfrentar, a
maior parte de nós continua apaixonado pela Vida, é por isso que trago aqui a
recomendação de muitos dos sages de diversas religiões: «Não adiem nada! Vivam
esplendorosamente no Agora!» É que só existe o Agora. Neste momento Você É.
Sinta-se. Sinta o momento. O que vai acontecer amanhã? Nenhum de nós sabe. Nem
sabe o que vai acontecer daqui a momentos! Mas sabemos que agora, no momento em
que escrevo, agora que me lê, o leitor, a leitora, são, somos! Só temos momento
a momento e passamos por ele como se o amanhã, o futuro nos estivesse
garantido. Só temos este momento, precisamente este a que pouco ligamos e em
que na realidade somos e respiramos e vivemos e estamos, plenamente connosco
próprios e com os outros. Quando chegarmos ao futuro, lá estaremos nesta
sensação incrível de respirar e estar vivo/a, agora. O futuro é daqui a pouco,
amanhã, daqui a 20 anos…
Não esqueçam: vivam esplendorosamente no agora. Só assim
merecerão verdadeiramente viver. O tempo, todo o tempo é um eterno agora. Sejam
felizes. Agora.
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ENTÃO
VAMOS LÁ CONSTRUIR DE NOVO O PARAÍSO!
Só com estas bases podemos descobrir o Paraíso. Vivê-lo.
Identificá-lo. Quantas vezes passaram pelo Paraíso e não o reconheceram? Só
quando nos desidentificamos do Ter é que passamos a ter o vislumbre do Paraíso.
Um estar sendo, com todo a amalgama da Vida a ser à nossa volta.
Sinta-se no Momento, sem Passado nem Futuro. Atenção, é
aí, nessa confluência de Ser não Sendo que pode vislumbrar o Paraíso. Que
melhor presente lhe poderia dar nestas vésperas de Natal?
Até para a semana!


















